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Rumsfeld promete assinar cartas de pêsames a parentes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, afirmou neste domingo que vai passar a assinar de próprio punho todas as cartas de condolências enviadas às famílias de soldados mortos em combate. A decisão foi anunciada pouco depois de ele ter admitido usar uma máquina para assinar mais de mil cartas enviadas a parentes de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão. A polêmica levou a novos apelos pela renúncia de Rumsfeld – principalmente do partido Democrata, de oposição. No início do mês, foi a vez dos próprios soldados americanos protestarem contra Rumsfeld. Durante uma visita à base americana no Kuwait, soldados reclamaram de terem sido obrigados a usar metal reciclado na blindagem de veículos militares. Decisão Em uma nota oficial enviada ao jornal militar Stars and Stripes, Rumsfeld admitiu não ter assinado a mão as cartas de pêsames. "Embora não tenha assinado cada carta, com o objetivo de garantir contato com os parentes das famílias de luto, eu decidi que no futuro assinarei todas as cartas", diz a nota de Rumsfeld. "Estou profundamente agradecido pelas muitas cartas que recebi das famílias daqueles que morreram a serviço do nosso país, e reconheço e honro as perdas pessoais deles." Várias famílias de soldados americanos mortos em serviço afirmaram que as cartas assinadas por uma máquina refletem falta de respeito à perda delas. "Para mim é um insulto, não só como alguém que perdeu um ente querido, mas também como alguém que serviu no Iraque", afirmou o soldado Ivan Medina, que perdeu o irmão gêmeo no Iraque, ao Stars and Stripes. Renúncia A polêmica renovou a discussão sobre a renúncia de Rumsfeld, que havia sido duramente criticado por causa da invasão do Iraque e das conseqüências da ação. "A questão do secretário de Defesa não assinar as cartas pessoalmente é simplesmente estupefatora", afirmou o senador republicano Chuck Hagel à rede de TV CBS, acrescentando que o presidente George W. Bush assina todas as cartas de próprio punho. "Eu não confio em Rumsfeld", atacou o senador Hagel, um veterano condecorado na guerra do Vietnã. A Casa Branca, no entanto, apressou-se a reiterar a sua confiança em Rumsfeld, dizendo que ele deve permanecer no cargo. |
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