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Revelados novos casos de abuso de presos iraquianos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Forças Armadas dos Estados Unidos foram forçadas por um tribunal americano a divulgar mais evidências de abuso de prisioneiros por seus soldados no Iraque. Documentos obtidos pela União Americana pelas Liberdades Civis depois da decisão judicial enumeram dez novos incidentes investigados por peritos da Marinha. Os incidentes incluem uma execução simulada e a administração de choques elétricos em prisioneiro. Na simulação em Adwaniyah, ao sul de Bagdá, em junho do ano passado, quatro menores que haviam realizado saques foram forçados a se ajoelhar ao lado de covas no chão e foram disparados tiros. Três fuzileiros foram julgados pelo incidente e dois deles, sentenciados a trabalhos forçados por 30 dias cada um. O terceiro militar foi rebaixado. Investigadores da Marinha rejeitaram vários outros casos, considerando que eles não tinham fundamento. Fotos de soldados americanos abusando de detentos iraquianos na prisão de Abu Ghraib em abril passado foram condenadas por vários países. Grã-Bretanha Um tribunal em Londres determinou na terça-feira que o governo da Grã-Bretanha abra um inquérito independente para apurar as circunstâncias da morte de um civil iraquiano que estava sob custódia de militares britânicos em Basra. O tribunal acatou o pedido da família de Baha Mousa, justificando que o caso se enquadrava na Convenção Européia de Direitos Humanos. O Ministério da Defesa argumentou que a jurisdição da convenção não se aplicava à área controlada pela Grã-Bretanha no sul do Iraque. Mas o juiz do caso – que considerou as investigações anteriores inadequadas – decidiu que a convenção se aplicava à prisão onde Mousa morreu, pois ela era administrada pela Grã-Bretanha. A Justiça britânica, no entanto, indeferiu o pedido de abertura de inquéritos independentes de outras cinco famílias de iraquianos mortos a tiros em incidentes ocorridos na região de Basra. De acordo com o juiz do caso, os cinco iraquianos não estavam sob custódia da Grã-Bretanha e, por isso, fora da jurisdição da convenção européia. As famílias anunciaram que vão recorrer da decisão. Mousa, de 28 anos, tinha dois filhos e trabalhava como recepcionista de um hotel, e foi preso junto com outros oito homens quando estava em um hotel em Basra, em setembro de 2003. |
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