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Violência marca um ano da prisão de Saddam | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A explosão de um carro-bomba e uma série de incidentes violentos marcaram o dia em que a prisão de Saddam Hussein completou um ano. Pelo menos sete pessoas morreram e 19 ficaram feridas em um ataque suicida a um posto militar na capital do Iraque, Bagdá. O incidente aconteceu na entrada da Zona Verde, que é uma região fortemente protegida dentro de Bagdá e onde ficam o governo interino do Iraque e as embaixadas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Também nesta segunda-feira, um morteiro foi lançado contra a mesma área e houve enfrentamento de militantes com soldados americanos e iraquianos. Os principais confrontos aconteceram no centro de Bagdá e na cidade de Falluja - cidade que foi invadida e controlada por forças americanas no mês passado. Em meio à violência, o presidente interino do Iraque, Ghazi Al-Yawar, acusou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de terem cometido um grande erro ao desmantelar a antiga estrutura de segurança após a prisão de Saddam, realizada há exatamente um ano. Carro-bomba No incidente da Zona Verde, um suicida explodiu seu carro enquanto esperava para ser revistado em um posto militar usado por empreiteiros e iraquianos. O ataque aconteceu às 9h locais (4h de Brasília), período de grande movimento na região. "Estávamos parados dentro do carro quando sentimos um carro explodir perto de nós", disse um iraquiano à agência de notícias Reuters. Segundo funcionários de hospitais, todos os mortos eram civis. "Não havia soldados de forças estrangeiras entre feridos e mortos, só civis mesmo", disse o coronel americano Jame Hutton. Um site islâmico trouxe uma mensagem em que o grupo de Abu Musab Al-Zarqawi assumiu a responsabilidade pelo atentado. O correspondente da BBC em Bagdá Peter Greste disse que a maioria dos iraquianos estavam convencidos de que a intenção do ataque era ser um grande marco para o primeiro aniversário da captura de Saddam. No domingo, oito fuzileiros navais americanos foram mortos em três incidentes separados a oeste de Bagdá - o maior número de soldados americanos mortos em um mesmo dia desde a ofensiva a Falluja, em novembro. Segundo um comunicado militar, eles foram mortos na província de Anbar, região onde estão localizadas as violentas cidades de Falluja e Ramadi. Aviões americanos bombardearam a cidade com mísseis enquanto os fuzileiros navais enfrentavam os insurgentes. Segurança Em uma entrevista à Rádio 4 da BBC, Al-Yawar classificou a situação da segurança iraquiana como "terrível" e culpou a medida, que extinguiu o antigo Exército do país, por criar um vácuo no sistema de segurança. O presidente interino do Iraque afirmou que a violência aumentou em seu país, e que muitos militares com a ficha limpa foram forçados a deixar a polícia e o Exército ao lado de criminosos. Ele disse acreditar, porém, que as novas forças de segurança vão tomar controle da situação, permitindo o início da retirada das tropas americanas e britânicas dentro de um ano. Al-Yawar também acusou Irã e Síria, países vizinhos do Iraque, de abrigar militantes e permitir que eles ultrapassem a fronteira em direção ao Iraque. Falando sobre os planos para eleições no Iraque no próximo mês, ele disse que o pleito vai acontecer na data prevista, 30 de janeiro. |
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