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Holandês é acusado de ajudar genocídio no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal holandês disse que vai acusar um holandês de 62 anos de ter ajudado o ex-líder iraquiano Saddam Hussein a cometer genocídio contra os curdos. Um porta-voz do escritório da promotoria disse que o suspeito teria fornecido milhares de toneladas de material para a confecção de armas químicas. O químicos teriam sido usados no bombardeio da cidade curda de Halabja, em 1988. De acordo com a acusação, Frans van Anraat estaria ciente da finalidade do material que forneceu ao governo do Iraque. Gases "O homem é suspeito de ter entregado milhares de toneladas de materiais básicos para armas químicas entre 1984 e 1988", disse um comunicado dos promotores. Calcula-se que o bombardeio com gás de Halabja tenha matado cerca de 5 mil civis. A promotoria disse que o holandês é um suspeito desde 1989, quando foi detido em Milão, na Itália, a pedido do governo americano. Posteriormente ele foi libertado e mudou-se para o Iraque, onde permaneceu até 2003. Após a invasão americana, em março daquele ano, ele voltou à Holanda pela Síria, segundo a agência Associated Press. A ONU (Organização das Nações Unidas) acredita que ele foi um dos principais fornecedores do antigo regime iraquiano, tendo realizado 36 entregas separadas, incluindo gases mostarda e cianídrico, originários dos Estados Unidos e Japão. Frans van Anraat foi detido em Amsterdã na segunda-feira e deve aparecer no tribunal da cidade de Arnhem ainda nesta semana. |
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