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Atualizado às: 20 de dezembro, 2004 - 07h42 GMT (05h42 Brasília)
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Líderes xiitas culpam sunitas pela violência no Iraque
Cena do ataque em Bagdá
A comissão eleitoral teme que a violência impeça eleição
Líderes xiitas no Iraque culparam nesta segunda-feira militantes sunitas pelos ataques suicidas que mataram pelo menos 60 pessoas no país no domingo. Foi o maior número de civis mortos em um único dia no Iraque desde julho.

Os líderes xiitas fizeram apelos contra tentativas de vingança pelos atentados. Acredita-se que os carros-bomba nas cidades de Najaf e Karbala tenham sido detonados por muçulmanos sunitas.

Um dos principais líderes xiitas do Iraque, o clérigo Mohammed Said al-Hakim, disse que os ataques têm a intenção de provocar uma "violência secular" existente entre xiitas e sunitas, prejudicando, assim, as eleições no Iraque marcadas para janeiro.

Ainda no domingo, três pessoas que realizam campanhas eleitorais no Iraque foram mortas em uma emboscada na capital Bagdá.

Eleições

Um porta-voz da comissão nacional eleitoral do Iraque, Farid Ayar, disse à BBC que a violência vai impedir que as eleições corram como o planejado. Mas ele prometeu um maior patrulhamento no Iraque durante as eleições para garantir a segurança das pessoas que forem às urnas.

"Acho que a maioria dos iraquianos quer ir aos centros eleitorais e votar nos candidatos que prefere. Isso nos incentiva a completar o processo", disse Ayar.

Depois de apelar pelo fim da violência, um dos mais respeitados clérigos xiitas do Iraque, Mohammed Bahr al-Uloum, afirmou que os fiéis dessa corrente do islã – que são maioria no Iraque – têm o firme compromisso de contribuir para que as eleições marcadas para 30 de janeiro transcorram pacificamente.

Mohammed Said al-Hakim também apelou contra vigança, acrescentando que é trabalho de Deus "vingar e recompensar" as vítimas.

'Inferno'

Um representante do movimento liderado pelo militante xiita e clérigo Moqtada al-Sadr disse que uma guerra civil seria um "inferno".

A seis semanas do primeiro pleito nacional desde a invasão americana, funcionários do governo provisório temem que a data seja marcada pela violência.

Em meio à onda de violência, o respeitado político sunita Adnan Pachachi, que deve concorrer nas eleições de janeiro, voltou a pedir um "ligeiro adiamento" do pleito.

"Acho que isso ajudaria a melhorar toda a situação de segurança", afirmou Pachachi.

Já o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein fez um apelo da cela em que está preso para que todos os iraquianos boicotem as eleições e "confrontem os planos dos Estados Unidos de dividir o país por motivos sectários".

Karbala e Najaf

No ataque em Karbala, pelo menos 13 pessoas morreram na explosão de um carro-bomba perto de um ponto de ônibus.

Em Najaf, outra explosão de um carro-bomba deixou 48 mortos. O ataque ocorreu perto do principal santuário xiita, o mausoléu do imã Ali.

Não há provas de que os ataques tenham sido coordenados, mas analistas acreditam que eles possam ter sido executados por grupos interessados em aumentar a instabilidade às vésperas das eleições.

No ataque em Bagdá, os três funcionários da comissão eleitoral estavam em um carro trafegando pela rua Haifa – uma via principal que vem sendo alvo de ataques de insurgentes sunitas – quando foram atacados.

Segundo testemunhas, um grupo de homens atirou contra o carro, retirou os passageiros do veículo e os fuzilou.

O carro teria sido incendiado depois do ataque.

Reforços

Ainda não se sabe quem foram os responsáveis pelo ataque, mas integrantes da comissão eleitoral acreditam que tenham sido os mesmos insurgentes que vêm realizando vários ataques contra a organização das eleições.

De acordo com a agência de notícias Reuters, repórteres viram insurgentes armados com fuzis AK-47 e pistolas bloqueando a rua e revistando os carros que passavam.

Os Estados Unidos estão aumentando a quantidade de soldados para o número recorde de 150 mil para tentar evitar uma escalada de violência antes das eleições e para garantir que o processo eleitoral siga em frente com relativa segurança.

Porém, especialistas dizem que é praticamente impossível evitar ataques como o de domingo.

Foto de um marinheiro tirada por Yevgeny Khaldey (© A. e L. Khaldey/Russian Union of Photo Artists)União Soviética
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