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Ataques matam mais de 60 no Iraque a seis semanas da eleição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Atentados em três cidades do Iraque deixaram mais de 60 mortos neste domingo e cerca de 150 feridos, a seis semanas da data prevista para as eleições nacionais. Pela manhã, três pessoas que trabalhavam para a comissão eleitoral do Iraque foram mortas a tiros no centro de Bagdá. Algumas horas mais tarde, pelo menos 13 pessoas morreram na explosão de um carro-bomba perto de um ponto de ônibus de Karbala, cidade de maioria xiita que fica ao sul da capital iraquiana. Em Najaf, outra explosão de um carro-bomba deixou 48 mortos. O ataque ocorreu perto do principal santuário xiita, o mausoléu do Imã Ali. Não há provas de que os ataques tenham sido coordenados, mas analistas acreditam que eles possam ser responsabilidade de grupos interessados em aumentar a instabilidade às vésperas das eleições de 30 de janeiro. 'Ataque proposital' No ataque em Bagdá, os funcionários da comissão eleitoral estavam em um carro trafegando pela rua Haifa – uma via principal que vem sendo alvo de ataques de insurgentes sunitas – quando foram atacados. Segundo testemunhas, um grupo de homens atirou contra o carro, retirou os passageiros do veículo e os matou a tiros. O carro teria sido queimado depois do ataque. Um porta-voz da comissão eleitoral, Adyl Alawi, disse acreditar que os três funcionários tenham sido alvo de um atentado. Ainda não se sabe quem foram os responsáveis pelo ataque, mas integrantes da comissão eleitoral acreditam que tenham sido insurgentes, que vêm realizando vários ataques a autoridades e a funcionários envolvidos na organização das eleições. De acordo com a agência de notícias Reuters, repórteres viram insurgentes armados com AKs-47 e pistolas bloqueando a rua e revistando os carros que passavam. Segundo Farid Ayar, membro da comissão eleitoral, ninguém da diretoria está entre as vítimas. Os Estados Unidos estão aumentando a quantidade de soldados para o número recorde de 150 mil para tentar evitar uma escalada de violência antes das eleições e para garantir que o processo eleitoral siga em frente com relativa segurança. Porém, especialistas dizem que é praticamente impossível evitar ataques como o deste domingo. |
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