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Bush diz para Irã e Síria não intervirem em eleições no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, advertiu o Irã e a Síria para não interferirem no Iraque em antecipação às eleições de janeiro. Bush afirmou que espera que todos os países vizinhos do Iraque, inclusive o Irã e a Síria, interrompam o que ele disse ser o fluxo de pessoas e de dinheiro para o país. O fluxo tem o objetivo de ajudar terroristas, segundo Bush. As declarações do presidente americano foram feitas no primeiro dia da campanha eleitoral iraquiana. Bomba Também na quarta-feira pelo menos sete pessoas morreram e 30 ficaram feridas em um atentado a bomba na cidade sagrada de Karbala, no sul do país. A explosão ocorreu às portas de um dos locais mais sagrados para os xiitas, o mausoléu do imã Hussein, e foi o primeiro ataque grave na cidade depois de vários meses. Entre os feridos no ataque está Abdul-Mehdi Karbalai, o representante local do líder xiita mais influente do país, o aiatolá Ali al-Sistani. Um porta-voz de Sistani disse à emissora de televisão árabe Al-Jazeera que a explosão provavelmente foi uma tentativa de assassinar o clérigo. "Inimigo perigoso" Bush fez a advertência depois que o ministro interino da Defesa do Iraque, Hazim Shaalan, acusou o Irã e a Síria de orquestrarem ataques terroristas e afirmou que o governo iraniano é "o inimigo mais perigoso do Iraque". Funcionários do governo interino do Iraque interpretaram o atentado da quarta-feira como uma tentativa de provocar conflitos entre as correntes religiosas do Iraque no primeiro dia de campanha. Vários grupos políticos sunitas já ameaçaram boicotar as eleições, alegando que os freqüentes confrontos entre tropas americanas e insurgentes impede a realização de um pleito bem-sucedido. Mesmo assim, mais de 80 coalizões entre partidos políticos registraram candidatos. O primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, anunciou que vai concorrer às eleições no país em 30 de janeiro. Se tudo correr bem, os iraquianos devem eleger uma assembléia de 275 integrantes que vai eleger um governo e fazer um esboço de uma Constituição. |
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