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Bomba mata sete perto de local sagrado no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma explosão matou pelo menos sete e feriu mais de dez pessoas nesta quarta-feira nas imediações do mausoléu do imã Hussein, na cidade de Karbala, no sul do Iraque. Entre os feridos no ataque às portas de um dos locais mais sagrados para os xiitas está Abdul-Mehdi, o representante local do líder xiita mais influente do país, o aiatolá Ali al-Sistani. Funcionários do governo interino do Iraque interpretaram o atentado desta quarta-feira como uma tentativa de provocar conflitos entre as correntes religiosas do Iraque no primeiro dia de campanha para as eleições de janeiro. Vários grupos políticos sunitas já ameaçaram boicotar as eleições, alegando que os freqüentes confrontos entre tropas americanas e insurgentes impede a realização de um pleito bem-sucedido. Mesmo assim, mais de 80 coalizões entre partidos políticos registraram candidatos. Allawi Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, anunciou que vai concorrer às eleições no país em 30 de janeiro. Allawi prometeu concentrar esforços na união nacional e ajudar aqueles que sofreram sob o regime de Saddam Hussein. Se tudo correr bem, os iraquianos devem eleger uma assembléia de 275 integrantes que vai eleger um governo e fazer um esboço de uma Constituição. Allawi afirmou que conta com o apoio de 240 representantes de seu partido, o Acordo Nacional Iraquiano. A candidatura de Allawi a uma cadeira na assembléia, no entanto, não significa obrigatoriamente que ele terá um papel no futuro governo do Iraque – isso dependerá do sistema de governo que a nova Constituição determinar. Allawi disse que seu governo vai se concentrar em reconciliar as diferentes forças políticas do país e reabilitar integrantes do partido Baath que não cometeram crimes. 'Acima das diferenças' Ele prometeu ainda atuar acima de diferenças religiosas e étnicas, lutar contra o terrorismo e monitorar a aplicação de leis. Allawi também afirmou que vai tentar restaurar os direitos daqueles cidadãos perseguidos durante o regime de Saddam e indenizá-los. "Nós rejeitamos a injustiça e saparação provocadas no passado, e estamos trabalhando por uma unidade nacional", disse. As autoridades no Iraque têm agora um prazo de seis semanas para se preparar para as eleições, inclusive em regiões que ainda são marcadas por ataques freqüentes. Para o correspondente da BBC em Bagdá Peter Greste, é difícil estimar a altura da montanha que a democracia iraquiana terá que escalar. As alianças partidárias terão que transmitir suas mensagens eleitoreiras em meio à violência e ao caos que assolam o Iraque. |
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