 |  O acordo deveria entrar em vigor em 2006 |
O presidente argentino, Néstor Kirchner, disse nesta quarta-feira que não vai liberar o comércio de veículos em 2006, como havia acordado com o Brasil, porque isso poderia prejudicar a indústria nacional. "Não vamos deixar que assimetrias absolutamente negativas continuem se aprofundando, especialmente nesse ramo da produção", disse o presidente, segundo a agência de notícias Reuters. "Com essa determinação, nós decidimos e estamos tomando todas as medidas e estudos necessários para gerar um processo de reversão. Não pode acontecer que a Argentina se inunde de importados de forma permanente e nossa produção, exportação e inserção no mercado vá diminuindo." O comércio de veículos entre os dois países está sob regulação desde o ano 2000. Choques Neste ano, Brasil e Argentina já protagonizaram várias disputas comerciais por causa de produtos têxteis, refrigeradores e lavadoras de roupa, entre outros. A liberação do comércio de veículos em 2006 fazia parte da Política Automotiva Comum (PAC) do Mercosul. Segundo o site do jornal argentino La Nación, o ministro da Economia, Roberto Lavagna, descartou nesta tarde que a medida prejudique a relação entre os dois países. O ministro deveria viajar para o Brasil nesta quarta-feira para explicar as medidas, mas teria negado a possibilidade de a Argentina oferecer qualquer tipo de compensação.
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