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Menem diz que voltará à Argentina em setembro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente da Argentina, Carlos Menem, disse que vai voltar à Argentina em setembro para enfrentar acusações de corrupção. Em entrevista ao jornal Uno, de Mendoza, Menem afirmou que seus advogados estão trabalhando para suspender o mandado de prisão que recai sobre ele. Menem vive atualmente no Chile. Entre as acusações, a existência de uma conta secreta em um banco suíço e o embolso de quase US$ 60 milhões durante a construção de duas penitenciárias na Argentina. Na entrevista, Menem afirmou querer retomar a sua carreira política na esperança, segundo ele, de tornar a Argentina um país moderno e respeitado como foi entre 1989 e 1999 - anos em que Menem ficou no poder. "A Argentina hoje vive à beira da anarquia", declarou Menem. Sucesso Segundo o correspondente da BBC em Buenos Aires, a volta de Menem dependerá do sucesso de seus advogados em suspender o mandado de prisão realizado depois que Menem recusou-se a depor na Justiça argentina, no início deste ano. A Suprema Corte do Chile já recusou por duas vezes um pedido da Justiça argentina para extraditar Menem. Menem foi preso durante a ditadura militar argentina (1976-1983), junto com outros dirigente peronistas. Em 2001, o ex-presidente também foi privado de sua liberdade durante alguns meses - por conta de acusações de venda ilegal de armas para o Equador e para a Croácia. "Não pretendo que todos gostem de mim. Sempre procurei fazer as coisas da melhor maneira possível, mas posso ter me equivocado em algumas. Sei que despertei amores e ódios", declarou Menem, de 73 anos, durante a entrevista. O ex-presidente ainda acusou o atual, Nestor Kirchner, de "um autoritário que não tem nada de peronista". |
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