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Comissões militares vão revisar prisões em Guantánamo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano anunciou que irá criar novas comissões militares para revisar a situação legal dos prisioneiros mantidos na base dos Estados Unidos em Guantánamo, em Cuba. As comissões serão compostas de três oficiais, sendo que pelo menos um deles será um advogado militar. Entretanto, o Pentágono disse que os detentos continuarão sem acesso a um advogado para lhes dar assistência nesses tribunais. A defesa será feita com a ajuda de um oficial militar a ser destacado para a função. A decisão anunciada nesta quarta-feira se segue ao parecer anunciado pela Suprema Corte americana, que decidiu no mês passado que todos os presos em Guantánamo têm direito a contestar suas prisões em tribunais civis americanos. Julgamentos O Pentágono anunciou que 595 prisioneiros na base americana serão notificados da decisão da Suprema Corte nos próximos dez dias. O departamento de Defesa americano esclareceu que as novas comissões, anunciadas nesta quarta-feira, são independentes das comissões militares que estão sendo estabelecidas para julgar os presos de Guantánamo. Ainda nesta quarta-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou que mais nove desses detentos foram selecionados para ir a julgamento. As identidades dos mesmos não foram reveladas, mas as autoridades americanas disseram que há sinais de que eles são membros da rede extremista Al-Qaeda ou estiveram envolvidos em atividades terroristas contra os Estados Unidos. |
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