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CIA suspende táticas duras de interrogatório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A CIA interrompeu o uso de técnicas duras de interrogatório à espera de que uma análise sobre a legalidade desses procedimentos seja feita pela secretaria de Justiça, de acordo com o jornal americano The Washington Post. O jornal disse que as técnicas, incluindo privação de respiração e do sono e recusa de medicamentos para dor, foram usados em suspeitos de pertencerem à organização Al-Qaeda. A medida está sendo adotada depois do escândalo de abusos contra iraquianos na prisão de Abu Ghraib. A Casa Branca tinha dito na terça-feira que estava revisando um memorando da secretaria de Justiça, datado de agosto de 2002, que detalhava como evitar violar leis americanas e internacionais ao interrogar presos. Preocupação A decisão da CIA de suspender o que ela chama de "técnicas de interrogatório aprimoradas" se aplica às instalações da agência em todo o mundo, mas não a prisões militares como a de Guantanamo, em Cuba, segundo The Washington Post. O jornal acrescenta que ex e atuais diretores da CIA afirmam que a decisão reflete a preocupação da agência com a possibilidade de ser acusada de atividades ilegais. "Tudo está suspenso. Toda a coisa está interrompida até que nós descubramos se estamos em terreno legal", disse um ex-diretor não identificado ao jornal americano. Um porta-voz da CIA se recusou a fazer comentários sobre o assunto. Funcionários da CIA têm sido acusados de envolvimento em maus tratos a prisioneiros no Iraque e no Afeganistão. |
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