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Processo por abusos no Iraque permite testemunho militar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O juiz militar James Pohl concordou, nesta segunda-feira, em permitir que os advogados de defesa dos soldados americanos acusados de abusos contra iraquianos na prisão de Abu Ghraib apresentem como testemunhas militares de alto escalão americanos. Pohl decidiu que a defesa pode convocar o chefe das forças americanas no Iraque, Ricardo Sanchez, e também outros oficiais para prestar depoimento. Três soldados - Charles Graner, Ivan Frederick e Javal Davis - estão sendo acusados de abusos contra presos dentro da prisão localizada em Bagdá. A audiência realizada nesta segunda-feira teve como objetivo resolver qualquer problema técnico antes do início do julgamentos dos três soldados. Condenação O soldado Jeremy Sivits já foi condenado a um ano de prisão. Mas os outros três militares estão respondendo a acusações mais graves e podem ser condenados a até 24 anos de prisão. Um dos advogados de defesa disse que pretende procurar o presidente americano, George W. Bush, e o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld. Paul Bergrin - advogado que representa o sargento Davis - acusou o presidente Bush e o secretário Rumsfeld de deixar de lado a Convenção de Genebra com a "guerra ao terror". Além disso, disse que seu cliente foi instruído a "amaciar" prisioneiros iraquianos en busca de informações. Após ouvir os depoimentos, o juiz decidiu que a prisão de Abu Ghraib como cena do crime e, por isso, não poderá ser destruída. É que o presidente Bush cogitou demolir a prisão, pois o local já tinha má reputação por ter sido usado pelo regime de Saddam Hussein para torturar opositores. |
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