|
ONG culpa governo dos EUA por abuso no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos dos Estados Unidos disse que torturas e maus-tratos a que prisioneiros foram submetidos por soldados americanos no Iraque ocorreram devido a uma decisão do governo dos Estados Unidos de não obedecer a normas internacionais. De acordo com a Human Rights Watch, os abusos registrados na prisão de Abu Ghraib ocorreram por que as autoridades em Washington ignoraram as convenções de Genebra – que regulam o tratamento de prisioneiros de guerra. O governo americano vem alegando que os abusos foram atos isolados realizados por alguns indivíduos, sem que houvesse nenhuma orientação geral de maltratar os prisioneiros. Mas a ONG desafiou o governo a provar isso, divulgando todos os documentos oficiais relevantes que teriam informações sobre como os prisioneiros deveriam ser tratados. Mentalidade “Abu Ghraib foi resultado de decisões feitas pelo governo Bush no sentido de deixar as regras de lado”, disse a Human Rights Watch em um relatório. Um advogado da organização, Reed Broody, completou dizendo que o governo americano adotou uma “mentalidade” em que tudo é válido. O documento diz que os Estados Unidos também decidiram ignorar suas próprias leis, além das leis internacionais que zelam pela manutenção dos direitos humanos, ao submeter os detentos a humilhações e dor para que eles cooperassem mais durante interrogatórios. O relatório também acusa o governo americano de esconder ou não tomar nenhuma atitude em relação a repetidas alegações de maus-tratos e abusos de prisioneiros, até que as fotos tiradas na prisão de Abu Ghraib causaram revolta internacional. Ashcroft Nesta quarta-feira, ao prestar depoimento a uma comissão do Senado americano, o secretário de Justiça, John Ashcroft, disse que o governo rejeita a prática da tortura, mas se negou a autorizar a divulgação de documentos que poderiam provar isso. Os documentos cuja divulgação foi pedida por um senador de oposição são memorandos enviados pelo Departamento de Justiça à CIA (Central de Inteligência Americana) e ao secretário de Defesa, Donald Rumsfeld. Ashcroft explicou que a orientação legal dada ao Executivo por parte do Departamento de Justiça deve permanecer confidencial. “Permita-me rejeitar por completo a noção de que qualquer coisa que o presidente tenha feito ou que o Departamento de Justiça tenha feito tenha resultado diretamente no tipo de atrocidades citadas”, disse Ashcroft, se referindo aos abusos em Abu Ghraib. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||