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Atualizado às: 26 de maio, 2004 - 16h07 GMT (13h07 Brasília)
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Anistia condena EUA por abusos de direitos humanos
Guantanamo
A situação dos presos em Guantánamo foi alvo de críticas pela anistia
A guerra liderada pelos Estados Unidos ao que o país classifica como terrorismo está deixando um rastro de abusos aos direitos humanos em todo o mundo, afirma um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Anistia Internacional.

Na avaliação da organização, a ofensiva americana foi "uma visão fracassada" e "fez do mundo um lugar mais perigoso".

A Anistia afirma que os acontecimentos ocorrido após 11 de setembro de 2001 ainda dominam a atual situação dos direitos humanos.

A organização também criticou outros países pela forma com que tratam suspeitos de terrorismo.

Rejeição

Os Estados Unidos anteriormente já rejeitaram ataques à sua conduta em relação a prisioneiros, argumentando que o país respeita os direitos básicos de cada suspeito, tratando-os de acordo com a ameaça que representam.

Os americanos também se recusaram a classificar cerca de 600 pessoas, que encontram-se na base militar da Baía de Guantánamo, em Cuba, como prisioneiros de guerra, preferindo descrevê-los como "combatentes ilegais".

Irene Khan, secretária-geral da Anistia Internacional, declarou que a busca dos americanos pela segurança acabou tornando o mundo um lugar mais perigoso.

"Sacrificar os direitos humanos em nome da segurança interna, virar as costas para abusos no exterior e usar a força onde e quando desejado não aumentaram a segurança nem promoveram a liberdade", disse Khan.

O relatório da Anistia cita centenas de detentos, de cerca de 40 países, que encontram-se presos pelos Estados Unidos no Iraque, em Cuba e no Afeganistão.

Mais abusos

Khan disse ainda que "o mundo deveria esperar ver imagens como as registradas na prisão de Abu Ghraib, no Iraque".

"Esta é a conseqüência lógica da guerra ao terror implementada depois do 11 de setembro. É o resultado de os Estados Unidos estarem se colocando acima de quaisquer questionamentos da Justiça", disse a secretária-geral da Anistia.

No relatório, a Anistia também condenou a coalizão liderada pelos Estados Unidos que ocupa o Iraque por ter falhado no cumprimento de suas obrigações de força de ocupação, que incluem a preservação da vida de civis.

Segundo a organização, a guerra no Iraque desviou os olhos do mundo para outros abusos graves relacionados aos direitos humanos como os prisioneiros políticos em vários países do Oriente Médio, os desaparecimentos de pessoas na Chechênia, os assassinatos no Nepal e na Colômbia, a guerra civil no Congo e os confrontos entre Israel e palestinos.

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