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Documentos mostram que não houve ordem de tortura, diz Casa Branca | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Casa Branca divulgou nesta terça-feira centenas de documentos que, segundo as autoridades americanas, provam que nunca foi dada permissão para que soldados do país torturassem prisioneiros. O principal assessor legal da presidência americana, Alberto Gonzalez, disse, por ocasião da divulgação dos documentos, que técnicas de interrogatório agressivas foram aprovadas para uso em prisões administradas por forças dos Estados Unidos. No entanto, Gonzalez negou que essas técnicas tenham chegado a um limite em que possam ser consideradas atos de tortura. A pilha de cinco centímetros de documentos inclui material produzido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, pela própria Casa Branca e pelo Departamento de Justiça. Um deles diz que o isolamento de prisioneiros e mantê-los isolados da luz são algumas das práticas que foram aprovadas para pressionar detentos. Regras mudadas Outro indica que o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, aprovou em dezembro de 2002 a adoção de técnicas duras para uso no trato de prisioneiros suspeitos de envolvimento com a rede extremista Al-Qaeda e com a milícia Talibã mantidos na prisão de Guantánamo, em Cuba. No entanto, muitas dessas técnicas foram proibidas semanas depois pelo próprio Rumsfeld, que aprovou em abril de 2003 um conjunto menos agressivo de procedimentos. Os métodos originais incluíam forçar os prisioneiros a ficar de pé por horas, sessões de interrogatório de até 20 horas, despir os detentos e usar cães para induzir medo neles – como foi visto em fotos tiradas na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Os procedimentos aprovados depois, em abril, incluíam submeter os detentos a “ajustes de sono”, “mudar a dieta de um detento” sem privá-lo de água e alimento e isolá-lo. Documentos do Departamento de Defesa também mostram que Rumsfeld se recusou a permitir o uso de água e toalhas molhadas para induzir no prisioneiro a sensação de sufocamento. O correspondente da BBC em Washington Rob Watson disse que a divulgação dos documentos reflete a profunda preocupação da Casa Branca com os efeitos causados pela divulgação das fotos de aparentes abusos em Abu Ghraib. |
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