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Justiça dos EUA vai analisar caso de 'combatente inimigo'
A Suprema Corte dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira que irá analisar o caso de um cidadão americano capturado pelas forças do país no Afeganistão em 2001 e mantido preso desde então. As autoridades americanas consideram Yaser Esam Hamdi um "combatente inimigo" e lhe tem negado acesso a proteção legal. Hamdi, que tem origem saudita, é a segunda pessoa das que foram presas pelas forças americanas no Afeganistão que terá um recurso analisado pela Justiça americana. No recurso, ele contesta a avaliação das autoridades americanas de que ele pode permanecer detido indefinidamente sem poder se defender pelas vias legais. Padilla O prisioneiro é uma das dezenas de pessoas que foram capturadas no Afeganistão defendendo o regime da milícia Talebã no país e levadas para a base americana de Guantánamo, em Cuba. A Suprema Corte, que já está analisando se os detidos em Guantánamo devem todos ter acesso a advogados e à Justiça americana, deve analisar o recurso de Hamdi em abril e emitir um parecer em julho. Depois que ficou esclarecido que Hamdi era cidadão americano, ele foi transferido de Guantánamo para uma prisão naval no Estado da Carolina do Sul, onde está até agora. A prisão é a mesma onde está sendo mantido José Padilla - outro cidadão americano detido no Afeganistão em 2001. No mês passado, um tribunal federal no Estado de Nova York decidiu que Padilla não poderia ficar detido indefinidamente e de um prazo de 30 dias para que ele fosse libertado. O Departamento de Justiça americano prometeu apresentar um recurso contra a decisão. |
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