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EUA indicam chefe para tribunais de Guantánamo
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, nomeou um general da reserva para supervisionar as cortes militares encarregadas de julgar os prisioneiros estrangeiros mantidos na base de Guantánamo. Entre as atribuições do general John Altenburg estão aprovar ou rejeitar as acusações contra os prisioneiros e apontar os membros de painéis militares que vão fazer os julgamentos. A indicação é considerada um dos últimos passos preparatórios importantes antes do início dos julgamentos. Rumsfeld também nomeou nesta terça-feira quatro civis - dois ex-membros do governo e dois juízes - que serão encarregados de revisar os processos e decidir possíveis apelações. Al-Qaeda Cerca de 660 pessoas estão presas na base americana de Guantánamo, em Cuba. O centro de detenção recebeu prisioneiros da guerra no Afeganistão, em 2001, mas nenhum dos detentos jamais recebeu acusações formais. Os Estados Unidos consideram a maioria deles "combatentes ilegais" e vinha se recusando a lhes dar acesso a um julgamento, recebendo críticas de grupos de defesa dos direitos humanos. As autoridades americanas também diz que a maioria dos presos são suspeitos de ter ligações com a milícia Talebã, afastada do poder no Afeganistão na ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos em 2001, e também com a rede extremista Al-Qaeda. No início deste mês de dezembro, os Estados Unidos, pela primeira vez, permitiram que dois prisioneiros, um australiano e um iemenita, tivessem acesso a advogados. Eles fazem parte do grupo de seis pessoas que o governo americano já anunciou que serão submetidos aos julgamentos militares. |
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