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Nobel iraniana critica detenções em Guantánamo
A ativista iraniana Shirin Ebadi criticou países que, segundo ela, infringem os direitos humanos "sob o manto de guerra contra o terrorismo". A crítica foi feita nesta quarta-feira em discurso na cerimônia em que ela recebeu o prêmio Nobel da Paz, na capital norueguesa, Oslo. Ebadi, de 56 anos, disse que os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos foram mal explorados depois. Ebadi disse ainda que o fato de ela ter recebido o prêmio vai inspirar um grande número de mulheres que lutam por seus direitos. A advogada é o primeiro cidadão iraniano e a primeira mulher muçulmana a receber o prêmio, que consiste em uma medalha, um diploma e cerca de US$ 1,4 milhão. O presidente do comitê do Nobel disse que espera que o prêmio inspire mudanças no Irã e em outras partes do mundo. Ebadi recebeu o prêmio por seu trabalho na luta pela democracia e pelos direitos das mulheres e crianças. Estímulo Segundo correspondentes, muitos iranianos encaram o sucesso de Ebadi como um estímulo aos reformistas democratas do país. Grupos conservadores no Irã acusam a advogada de ser uma mercenária ocidental. O governo ofereceu proteção para Ebadi depois que ela recebeu ameaças de morte. Jornais direitistas no Irã disseram que o prêmio é parte de um complô estrangeiro para fazer pressão sobre o governo do país. O presidente reformista Mohammad Khatami afirmou que o prêmio é político e não tem importância alguma. Ebadi foi a primeira juíza no país, mas foi forçada a renunciar depois da Revolução Islâmica, em 1979. Direitos Ebadi disse que é preocupante que os direitos humanos estejam sendo violados pelas mesmas democracias ocidentais que introduziram seus princípios. E a detentora do prêmio Nobel da Paz ressaltou as supostas violações das convenções de Genebra na base militar americana em Guantánamo, em Cuba. Os Estados Unidos estão mantendo mais de 600 prisioneiros no local há mais de dois anos – a maioria supostos ex-integrantes do Talebã. |
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