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Nobel da Paz é recebida como heroína nas ruas de Teerã
A vencedora do Prêmio Nobel da Paz deste ano, a advogada iraniana Shirin Ebadi, foi recebida como heroína ao retornar à capital do Irã, Teerã. Ainda no aeroporto, Ebadi foi saudada por milhares de pessoas de grupos de defesa dos direitos humanos e cidadãos comuns. A advogada, que já usou a visibilidade que o Nobel lhe conferiu para pedir mais liberdade de expressão no Irã, exigiu a libertação de presos políticos do país assim que desceu do avião. O presidente iraniano, Mohammad Khatami disse que Ebadi, primeira pessoa do Irã a ganhar um Nobel, deve usar o seu prêmio em prol do bem do país e pela paz mundial. Ele também procurou menosprezar a importância do prêmio, dizendo que o Nobel "não é muito importante" e que é distribuído à base de "critérios totalmente políticos". Ebadi, que ganhou fama por sua defesa dos direitos das mulheres e das crianças e por tentar mudar as leis de divórcio e herança no Irã, é também a primeira mulher muçulmana a receber o prêmio. Engarrafamentos Por causa da chegada da laureada, as imediações do aeroporto de Teerã ficaram praticamente paradas por engarrafamentos. Muitas pessoas simplesmente abandonaram os seus carros e andaram até o aeroporto, cantando canções nacionalistas pré-revolução islâmica e repetindo palavras de ordem pela libertação dos prisioneiros políticos. No entanto, a multidão reagiu com hostilidade a um grupo de deputados reformistas que também foi ao aeroporto receber a advogada. Os políticos foram acusados de ter traído a confiança dos seus eleitores. Ebadi se emocionou ao voltar ao seu país natal e ver os manifestantes – muitos vestindo roupas e adereços brancos ou levando flores. "Esse prêmio não é só para mim, mas para todos aqueles que são a favor da paz, da democracia, dos direitos humanos e da legalidade. O mundo reconheceu a luta das mulheres muçulmanas, e essa é a minha mensagem política", disse Ebadi. A ativista iraniana vai receber 10 milhões de coroas suecas (o equivalente a R$ 3,7 milhões) em uma cerimônia no próximo dia 10 de dezembro, data de aniversário da morte de Alfred Nobel, o criador do prêmio. |
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