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Atualizado às: 07 de outubro, 2003 - 12h08 GMT (09h08 Brasília)
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Nobel de Física premia ajuda à 'superciência'
Imagem de ressonância magnética
Supercondutores são utilizados em exames de ressonância magnética

Os russos Alexei Abrikosov e Vitaly Ginzburg e o britânico-americano Anthony Leggett são os vencedores do Prêmio Nobel de Física deste ano por sua contribuição pioneira à teoria de supercondutores e superfluidos.

A supercondutividade permite que certos materiais conduzam eletricidade, sem resistência, a temperaturas muito baixas.

Os superfluidos também atuam em temperaturas bastante reduzidas – pouco acima do zero absoluto – e não apresentam viscosidade (se dilatada, esse tipo de substância gira sem parar).

Materiais supercondutores são utilizados, por exemplo, na medicina – em exames de ressonância magnética – e na física – em partículas aceleradoras.

Propriedades

A falta de resistência dos supercondutores também faz deles materiais com grande potencial para a geração e o armazenamento de energia supereficiente.

O conhecimento sobre líquidos superfluidos pode abrir caminho para uma percepção mais profunda sobre a maneira como uma matéria se comporta em seu estado mais ou menos ordenado, de acordo com a Academia Real Sueca de Ciência.

Os astrônomos, por exemplo, se interessam em superfluidos porque suas propriedades podem ajudar a explicar o comportamento de estrelas de nêutron – corpos ultracompactos deixados pela explosão de estrelas volumosas.

De acordo com a academia sueca, o trabalho de Abrikosov, de 75 anos, Ginzburg, de 87, e Leggett, de 65, serviu para aumentar o conhecimento que se tem sobre supercondutividade e superfluidez.

Abrikosov é membro do Laboratório Nacional de Argonne, em Argone, no Estado americano de Illinois; Ginzburg foi chefe do grupo de teoria do Instituto de Física PN Lebedev, em Moscou; e Leggett é professor da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.

Coincidência

O prêmio de física foi anunciado um dia depois da premiação de Peter Mansfield e Paul Lauterbur, vencedores do Nobel de Medicina por seu trabalho no desenvolvimento da ressonância magnética.

O secretário-geral da Academia Real Sueca de Ciência, Gunnar Oequist, afirmou que o fato dos vencedores dos prêmios de física e medicina atuarem em áreas similares foi uma coincidência.

"Certamente, a câmera de ressonância magnética é uma importante aplicação disso (da supercondutividade), e acho que é uma interessante coincidência que o prêmio de medicina tenha ido para uma aplicação enquanto nosso prêmio vai para as descobertas que fizeram o desenvolvimento dessa aplicação possível", disse Oequist à agência de notícias Associated Press.

A entrega formal do prêmio será realizada em Estocolmo, em 10 de dezembro, quando cada um dos três vencedores receberá um cheque de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3,75 milhões), uma medalha e um diploma.

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