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Governo dos EUA analisa mudanças no trato de presos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que está analisando uma decisão tomada nesta segunda-feira pela Suprema Corte do país, em que determinou que suspeitos de terrorismo presos na base militar de Guantánamo, em Cuba, podem usar o sistema legal americano para questionar sua detenção. Uma nota divulgada pelo Departamento diz que, depois de analisar a decisão, o órgão irá decidir de que forma modificar o tratamento dado aos presos na base – alguns dos quais estão detidos há mais de dois anos sem direito a uma defesa normal. A determinação, aprovada por seis votos a três, é um grande revés para a administração Bush. A decisão não significa um julgamento final sobre a inocência ou a culpa dos cerca de 600 estrangeiros detidos na base militar. A corte também não se referiu a questões de direitos humanos envolvendo a captura dos suspeitos e sua detenção sem julgamento por mais de dois anos. Guerra ao terror Advogados de dois ex-prisioneiros e de outros dois que ainda estão na base argumentaram que seus clientes deveriam ter acesso ao Judiciário americano. O correspondente da BBC em Washington Ian Pannell tinha dito na época em que a Suprema Corte começou a examinar o caso que a decisão poderia ter um grande impacto na chamada "guerra ao terror" do presidente americano, George W. Bush. Este, por sua vez, argumentou que o país está em guerra e que, em épocas como estas, a autoridade presidencial sobrepõe-se à do Judiciário. Os advogados que defendem o governo afirmam que permitir o julgamento civil dos prisioneiros "iria colocar as cortes federais na posição sem precedentes de gerenciar a maneira como o Executivo lida com combatentes inimigos presos em um local distante". Os opositores de Bush lembraram que, sob a Constituição americana, o poder presidencial pode ser questionado e revisado quando necessário. Especialistas em direito afirmam que esse é o caso mais importante de segurança nacional a passar pela Suprema Corte americana nos últimos anos. |
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