BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 06 de julho, 2004 - 13h31 GMT (10h31 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Apesar de ser 2ª opção, Edwards dá fôlego a Kerry

John Edwards
Edwards traz componente heróico à maratona presidencial
O senador John Edwards foi o último adversário de John Kerry a cair na corrida das primárias democratas no começo do ano.

Ele leva o prêmio de consolação ao ser escolhido para ser o companheiro de chapa de Kerry na maratona presidencial americana que termina em novembro.

Edwards, no entanto, não era a primeira escolha do senador por Massachusetts.

Kerry cortejou o senador republicano John McCain, para o desespero da Casa Branca. A chapa bipartidária com dois heróicos veteranos do Vietnã seria imbatível.

O flerte murchou e agora a campanha republicana vai explorar o fato de que Edwards tenha sido apenas a segunda opção para ser o segundo de Kerry.

Sonho americano

Edwards, de certa maneira, traz o seu próprio componente heróico à maratona presidencial.

Bem ao estilo do sonho americano, ele veio de família pobre de uma pequena cidade para se tornar um bem-sucedido e milionário advogado.

Na política, investiu contra as grandes corporações. Edwards compensa sua falta de experiência, especialmente em política externa, com o vigor e um apelo populista que contrastam com a postura mais travada e aristocrática de Kerry.

A escolha de Edwards indica necessidades de curto prazo de Kerry para injetar dinamismo na campanha, em meio a uma certa frustração nos círculos democratas que o candidato não esteja conseguindo capitalizar como deveria os problemas do presidente Bush.

Edwards é do conservador Estado da Carolina do Norte (sul dos EUA), o que amplia o arco da chapa democrata na medida em que Kerry é do liberal e nortista Massachussetts.

Com todo o frenesi gerado em torno de Edwards, os eleitores não estão extremamente preocupados com o vice na hora de votar, mas, em eleições muito apertadas, o nome dele pode se revelar crucial.

Basta lembrar que nas últimas semanas as especulações sobre o vice de Kerry chegaram a conter 71 nomes.

A ridicularização do cargo ficou para trás. Há muitas evidências de que o emprego vale muito mais do que em 1848, quando Daniel Webster disse que não estava interessado na função porque "não queria ser enterrado antes de estar realmente morto".

Sem escritório

O candidato a vice não é um peso morto no cargo. Da posição secundária, ele emerge como uma força na política nacional e como um fortíssimo candidato para um dia ser o presidente.

Já foi muito diferente. Até 1952, o vice-presidente nem tinha escritório na Casa Branca e era mal informado sobre as decisões presidenciais.

Quando assumiu em abril de 1945, com a morte de Franklin Roosevelt, Harry Truman foi surpreendido com o progresso para desenvolver a bomba atômica, usada meses mais tarde no Japão.

O atual vice-presidente, Dick Cheney, e o antecessor Al Gore estão entre os mais influentes da história.

Cheney é conselheiro-chave do presidente e os detratores mais venenosos dizem que ele é o cérebro de Bush.

Cheney teve papel vital na resposta americana aos ataques terroristas do 11 de setembro e na decisão de invadir o Iraque. A ironia é que, apesar de todo o seu poder e influência, Cheney não tem ambições presidenciais.

No caso de Edwards, não há a menor dúvida de que ele não irá se contentar com a medalha de prata. Primeiro, é claro, precisa conquistá-la em novembro.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade