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Governo dos EUA diz ter subestimado terrorismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Departamento de Estado dos Estados Unidos admitiu nesta quinta-feira que cometeu um erro ao anunciar que o número de ataques terroristas caiu no ano passado. Os números divulgados pelo Departamento de Estado foram usados por funcionários do governo americano para sustentar a tese de que a chamada “guerra contra o terror”, liderada pelos Estados Unidos, estava dando resultado. O órgão agora diz que houve um grande aumento da atividade de terroristas em todo o mundo, e não uma diminuição, como havia afirmado anteriormente. No entanto, representantes do Departamento negaram que tenham divulgado a avaliação errada para obter ganhos políticos para o governo. Pesquisa O Departamento de Estado diz que o equívoco teve origem em um erro na compilação das estatísticas. Ainda assim, segundo o correspondente da BBC em Washington, Jon Leyne, o reconhecimento do engano por parte do Departamento de Estado é um grande vexame para o governo em uma área considerada crucial na campanha do presidente George W. Bush pela reeleição. Ainda nesta quinta-feira, uma pesquisa divulgada pelo jornal americano Los Angeles Times confirmou a tendência indicada por levantamentos anteriores e coloca o provável adversário democrata de Bush nas eleições de novembro à frente do presidente na preferência do eleitorado. Segundo a sondagem, 51% dos ouvidos disseram que, se o pleito fosse hoje, votariam no senador democrata John Kerry, enquanto 44% afirmaram que optariam por votar em Bush. A diferença de sete pontos percentuais cai para seis quando a pesquisa abriu a possibilidade de os eleitores escolherem o candidato independente Ralph Nader para a presidência. Nesse caso, Kerry ficou com a preferência de 48% dos ouvidos, contra 42% para Bush e 4% para Nader. Em outra pergunta da pesquisa, 56% dos eleitores disseram considerar Bush “ideológico e teimoso demais”, enquanto 16% pensam que não. A pesquisa telefônica ouviu 1.230 eleitores entre o último sábado e esta terça-feira. |
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