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Chefe da CIA reage a críticas sobre luta contra Al-Qaeda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor da CIA (agência de inteligência americana), George Tenet, negou nesta quarta-feira que o governo de George W. Bush tenha subestimado a ameaça representada pela organização Al-Qaeda antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. Tenet disse que trabalhou com as equipes do ex-presidente Bill Clinton e do presidente Bush para combater o risco de ataques. "Não houve falta de cuidado ou de foco em face de um dos grandes perigos que nosso país já enfrentou", afirmou Tenet à comissão independente que investiga as circunstâncias dos ataques de 11 de setembro. Em seu depoimento, Tenet contou que uma unidade especial foi criada pela CIA para procurar pistas sobre o paradeiro de Osama Bin Laden em 1996, durante a presidência de Bill Clinton. Bin Laden Os Estados Unidos começaram a prestar atenção em Bin Laden no início da década de 90, de acordo com Tenet, quando o líder da Al-Qaeda estava vivendo no Sudão. Quando Bin Laden mudou-se para o Afeganistão, em 1996, a CIA criou um grupo "com a missão de atrapalhar as operações" do dissidente saudita. A CIA, segundo Tenet, foi capaz de atrapalhar ataques planejados contra alvos americanos. "Apesar destes esforços, não conseguimos nos infiltrar no complô que matou 3 mil homens e mulheres no dia 11 de setembro", disse. A comissão vai ouvir ainda nesta quarta-feira Richard Clarke, ex-assessor da Casa Branca encarregado de combater o terrorismo. Clarke criticou a maneira como o governo Bush tratou a ameaça representada pela Al-Qaeda. O ex-assessor afirmou, em um livro que acaba de ser publicado, que Bush ignorou alertas sobre a organização liderada por Bin Laden antes dos ataques de 11 de setembro. Na terça-feira, Bush negou as alegações com firmeza e disse que teria agido se soubesse com antecedência do perigo dos ataques. Clarke disse em seu livro que Bush estava tão preocupado com o Iraque que não levou a sério a ameaça da Al-Qaeda. A Casa Branca reagiu e questionou as motivações do ex-assessor. A carta de demissão de Clarke, enviada a Bush, foi divulgada em uma tentativa do governo americano de desacreditar o ex-assessor. Na carta, Clarke elogia o comportamento do presidente na reação aos ataques de 11 de setembro e não faz menção às alegações que fez no livro. Na terça-feira, o vice-presidente americano, Dick Cheney, colocou em dúvida a eficácia dos esforços antiterrorismo na época de Clarke e citou os ataques a embaixadas americanas no leste da África em 1998 como exemplo. |
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