BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 24 de março, 2004 - 16h23 GMT (13h23 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Chefe da CIA reage a críticas sobre luta contra Al-Qaeda
George Tenet
Tenet disse que CIA monitorava Bin Laden desde início da década de 90
O diretor da CIA (agência de inteligência americana), George Tenet, negou nesta quarta-feira que o governo de George W. Bush tenha subestimado a ameaça representada pela organização Al-Qaeda antes dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Tenet disse que trabalhou com as equipes do ex-presidente Bill Clinton e do presidente Bush para combater o risco de ataques.

"Não houve falta de cuidado ou de foco em face de um dos grandes perigos que nosso país já enfrentou", afirmou Tenet à comissão independente que investiga as circunstâncias dos ataques de 11 de setembro.

Em seu depoimento, Tenet contou que uma unidade especial foi criada pela CIA para procurar pistas sobre o paradeiro de Osama Bin Laden em 1996, durante a presidência de Bill Clinton.

Bin Laden

Os Estados Unidos começaram a prestar atenção em Bin Laden no início da década de 90, de acordo com Tenet, quando o líder da Al-Qaeda estava vivendo no Sudão.

Quando Bin Laden mudou-se para o Afeganistão, em 1996, a CIA criou um grupo "com a missão de atrapalhar as operações" do dissidente saudita. A CIA, segundo Tenet, foi capaz de atrapalhar ataques planejados contra alvos americanos.

"Apesar destes esforços, não conseguimos nos infiltrar no complô que matou 3 mil homens e mulheres no dia 11 de setembro", disse.

A comissão vai ouvir ainda nesta quarta-feira Richard Clarke, ex-assessor da Casa Branca encarregado de combater o terrorismo. Clarke criticou a maneira como o governo Bush tratou a ameaça representada pela Al-Qaeda.

O ex-assessor afirmou, em um livro que acaba de ser publicado, que Bush ignorou alertas sobre a organização liderada por Bin Laden antes dos ataques de 11 de setembro.

Na terça-feira, Bush negou as alegações com firmeza e disse que teria agido se soubesse com antecedência do perigo dos ataques.

Clarke disse em seu livro que Bush estava tão preocupado com o Iraque que não levou a sério a ameaça da Al-Qaeda.

A Casa Branca reagiu e questionou as motivações do ex-assessor. A carta de demissão de Clarke, enviada a Bush, foi divulgada em uma tentativa do governo americano de desacreditar o ex-assessor.

Na carta, Clarke elogia o comportamento do presidente na reação aos ataques de 11 de setembro e não faz menção às alegações que fez no livro.

Na terça-feira, o vice-presidente americano, Dick Cheney, colocou em dúvida a eficácia dos esforços antiterrorismo na época de Clarke e citou os ataques a embaixadas americanas no leste da África em 1998 como exemplo.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade