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Combate à al-Qaeda só será efetivo em 5 anos, admite CIA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
George Tenet, diretor da CIA, o serviço de inteligência dos Estados Unidos, previu que a comunidade de inteligência vai demorar mais cinco anos para fornecer o tipo de serviço antiterrorismo necessário para combater a Al-Qaeda e outras ameaças. Em depoimento à comissão independente que investiga os ataques de 11 de setembro, Tenet admitiu que erros cometidos pelos serviços de inteligência permitiram que os ataques acontecessem nos Estados Unidos. Ele disse que apesar da estratégia correta ter sido adotada com relação à rede Al-Qaeda, o plano específico não foi descoberto. "Não conseguimos descobrir a natureza específica do plano", afirmou. Cegueira De acordo com Tenet, um dos problemas foi tornar as informações disponíveis para todos os setores da comunidade de inteligência. O chefe da CIA também afirmou que a agência estava "uma bagunça" quando ele assumiu, em 1997, e que o orçamento estava sendo reduzido, apesar da ampliação de ameaças contra os Estados Unidos. O diretor da polícial federal americana (FBI) será o próximo a depor nesta quarta-feira. Na terça-feira um relatório preliminar da comissão independente acusou o FBI de fracassar na ação contra o terrorismo. Também na terça-feira, o Secretário de Justiça, general John Ashcroft, disse à comissão que os Estados Unidos estavam "cegos para os seus inimigos". Para Ashcroft, as políticas do ex-presidente Bill Clinton dificultaram o combate à rede comandada por Osama Bin Laden. O relatório inicial revelou que Ashcroft recusou um pedido de mais recursos ao FBI na véspera dos ataques de 11 de setembro. |
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