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Soldado acusado de abusos é condenado no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro soldado americano a ser acusado de envolvimento no caso de torturas a prisioneiros iraquianos foi condenado por uma corte marcial nesta quarta-feira em Bagdá. Ele deve receber pena de até um ano de prisão. Jeremy Sivits, que havia se declarado culpado, foi condenado por mal-tratar prisioneiros, por negligenciar ordens e por crueldade. Em seu testemunho, Sivits disse que sabia que estava fazendo algo errado, mas que isso não o impediu. Ele também afirmou ter visto dois soldados americanos, um homem e uma mulher, pisoteando pés e mãos de presos iraquianos encapuzados. Um soldado golpeou outro iraquiano na cabeça. Em seguida, os prisioneiros foram forçados a tirar a roupa e formar uma pirâmide humana. Sivits foi o primeiro de sete soldados americanos a passar pela corte marcial pelo escândalo dos abusos na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá. Outros três soldados se recusaram a se declarar culpado ou inocente em audiências da Justiça. Sivits é o soldado que tirou algumas das fotos que causaram indignação em todo o mundo, incluindo a que mostra a pirâmide humana de prisioneiros nus. Ele vem do Estado da Pensilvânia, onde trabalhava como mecânico. Julgamento aberto O governo americano pretende mostrar, através do tribunal, que os incidentes revelados pelas fotos foram isolados e serão julgados de forma transparente, firme e rápida. Um juiz militar foi levado da Alemanha para o Iraque para presidir o julgamento. O julgamento foi aberto à mídia, e autoridades americanas esperam que, desta maneira, será possível mostrar que a Justiça americana não tolera atos como os que foram revelados pelas fotos. Um número limitado de jornalistas acompanhou os procedimentos, incluindo oito representantes de veículos árabes, como as TVs Al-Jazeera e Al-Arabiya. Mas ativistas de direitos humanos se queixaram de que não tiveram acesso aos trabalhos do tribunal. Ao mesmo tempo em que aconteceu o julgamento, novas denúncias estão surgindo de maus-tratos a iraquianos por parte das forças de ocupação. A Cruz Vermelha Internacional disse que o tratamento dos prisioneiros na prisão de Abu Ghraib continua a preocupar, apesar de a organização ter lançado um alerta sobre os problemas já no mês de fevereiro. Já a agência de notícias Reuters afirma que três pessoas que trabalham para a empresa no Iraque foram sujeitas a degradação sexual por parte de soldados quando foram detidas em janeiro. |
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