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Americanos condenam decapitação, mas se dividem sobre Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
É difícil medir o impacto que a decapitação do civil americano Nick Berg está tendo sobre a opinião pública americana. Embora os pesquisadores sejam rápidos no país, eles não são tanto assim. Mas certamente dá para apostar que os americanos vão sentir a mesma repugnância manifestada pela imprensa. O que é menos aparente é o quanto a ocupação militar americana do Iraque e os maus-tratos a prisioneiros iraquianos vão ser consideradas razões do que aconteceu com Berg. É claro que o desfecho chocante da vida do americano veio à tona em um momento em que há uma queda no apoio público à guerra, com as mais recentes pesquisas indicando que, agora, menos de 50% dos americanos acham que o envolvimento militar dos Estados Unidos no Iraque vale a pena. O debate continua E há a política por trás de tudo isso. Não é de surpreender que políticos das mais diferentes ideologias condenaram com veemência a morte de Berg. A Casa Branca disse que a gravação com a decapitação mostra a “verdadeira natureza dos inimigos da liberdade” e, mais uma vez, prometeu terminar seu trabalho no Iraque. O suposto candidato democrata à presidência, senador John Kerry, não foi menos crítico. Ele disse que ficou “horrizado e profundamente entristecido pelo assassinato sem sentido de Nicholas Berg”. E tanto democratas quanto republicanos disseram que a gravação não condiz com a forma que os Estados Unidos condenaram – e agora estão investigando – os maus tratos de prisioneiros iraquianos por seus soldados. Isso não significa, contudo, que de repente todos no país estão unidos em relação ao Iraque. O debate político continua em todo o país em colunas publicadas em jornais, no Congresso e sem dúvida em muitos lares. Para alguns, a invasão do Iraque, liderada pelos Estados Unidos, se tornou um erro colossal. Para outros, seguindo a posição da Casa Branca, a missão no país será o início de uma novo e mais pacífico Oriente Médio. |
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