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Rumsfeld fica no cargo por enquanto, diz analista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Bush realmente não poderia ter tornado mais claro seu apoio a seu combatido secretário da Defesa, Donald Rumsfeld. Ele foi ao Pentágono declarar, diante das câmeras, que Rusmfeld demonstrou liderança "corajosa", que ele fez um trabalho "soberbo", e que os Estados Unidos estão em dívida com ele. Em mais um sinal de solidariedade, o vice-presidente Dick Cheney, o secretário de Estado, Colin Powell e a assessora de segurança nacional, Condoleezza Rice, também estavam perto para expressar seu apoio. Toda essa demonstração pública de apoio foi provavelmente para convencer indecisos no Partido Republicano, sobre quem - em última análise - recai provavelmente o futuro de Rumsfeld. Em uma atmosfera eleitoral altamente tensa, com cada lado acusando o outro de politizar esta questão, o pedido democrata de que cabeças rolem é previsível. O desconforto republicano, declarado e não-declarado, é mais preocupante para a administração Bush. Observadores Por hora, a administração Bush provavelmente fez o suficiente. O problema para a Casa Branca e o Pentágono é que ainda não é certo como o escândalo das fotos de maus-tratos no Iraque vai evoluir. Um tema-chave nas declarações do presidente Bush no Pentágono foi, essencialmente, que é hora de tocar para a frente e se concentrar em outros desafios-chave no Iraque, e voltar as atenções para a maioria dos soldados que, Bush insiste, estão trabalhando com "habilidade e coragem excepcionais". Mas, até agora, o exercício de limitação de danos não conseguiu aplacar a disputa. E quais são, na prática, os riscos daqui para a frente. Há, antes de mais nada, as alegações, fotografias e vídeos que ainda não foram divulgados. A administração e o Pentágono ainda estão se debatendo sobre o que fazer com esse material - se devem ou não divulgá-las antes que vazem para a imprensa. Em segundo lugar, há investigações em andamento e possíveis julgamentos militares de suspeitos, e o que eles vão revelar em termos de o quão longe, na cadeia de comando, deveria ser atribuída culpa. E, em terceiro lugar, há o futuro da missão no Iraque como um todo. A contínua violência, a contínua incerteza política podem erodir ainda mais o apoio à guerra e, portanto, a posição de Donald Rumsfeld. Até agora, as pesquisas de opinião sugerem que os americanos, por margens significativas, não querem que Donald Rumsfeld renuncie, nem que seja demitido. Mas a administração e o próprio secretário da Defesa têm que acompanhar essas pesquisas com atenção. |
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