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Rumsfeld defende métodos de interrogatório
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld
Rumsfeld falou a um subcomitê do Senado americano
O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, defendeu nesta quarta-feira as técnicas usadas pelos agentes de inteligência do país para obter informações de prisioneiros no Iraque.

Segundo Rumsfeld, métodos como impedir que o detento tenha bom sono, impor a ele mudanças na dieta e submetê-los a stress têm a aprovação dos advogados do Pentágono e não violam as convenções de Genebra.

Mas um senador da oposição democrata, Dick Durbin, insistiu que muitos dos métodos de interrogatório foram além do permitido segundo as convenções, que regulam o tratamento de prisioneiros de guerra.

As declarações do secretário foram feitas em um depoimento a uma subcomissão do Senado americano, no mesmo dia em que Parlamentares viram, em uma sessão organizada pelo próprio Pentágono, fotos inéditos de maus-tratos de prisioneiros no Iraque.

England

Também nesta quarta-feira, as autoridades americanas anunciaram que estão levando a julgamento mais dois soldados acusados de ter praticado abusos contra detentos iraquianos.

Uma soldado no centro das polêmicas, Lynndie England, disse que ela foi obrigada a participar dos maus-tratos.

England ficou conhecida por pelo menos duas fotos divulgadas – uma em que ela aparece em frente a um prisioneiro nu, apontando para os genitais dele, e em outra em que ela parece puxando uma coleira atada ao pescoço de um outro prisioneiro.

Videodiário

As fotos mostrando abusos na prisão iraquiana de Abu Ghraib, perto de Bagdá, começaram a surgir na imprensa americana no mês passado.

A rede de TV CBS transmitiu nesta quarta-feira um videodiário produzido por uma soldado americana que trabalhou em dois campos de prisioneiros no Iraque.

O vídeo não teve cenas de mais tratos, mas a soldado, não identificada, se referiu de forma jocosa a mortes de iraquianos sob custódia, além de deixar claro que não considerava a segurança deles importante.

“Nós já tivemos duas mortes de prisioneiros (...) mas quem se importa? São dois a menos para me preocupar”, disse ela no videodiário.

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