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Atualizado às: 12 de maio, 2004 - 18h33 GMT (15h33 Brasília)
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EUA anunciam que vão julgar mais dois por abuso no Iraque
Prisioneiro iraquiano em Abu Ghraib
As fotos abalaram a administração Bush (AP/Cortesia The New Yorker)
Outros dois soldados americanos devem ser levados a corte marcial acusados de abusos de prisioneiros no Iraque.

A data para o julgamento dos sargentos Javal Davis e Ivan Frederick, da 372ª Companhia da Polícia Militar, ainda não foi anunciada.

Até o momento, nove soldados americanos vão ser julgados pelo mesmo motivo. Fotografias inéditas de maus-tratos de prisioneiros vão ser mostradas a advogados americanos.

A rede de televisão americana CBS deve transmitir nesta quarta-feira um vídeo-diário de uma soldada americana que serviu em prisões no Iraque.

Embora o vídeo não mostre cenas de abuso, ele retrata a atitude indiferente da soldada diante da morte de iraquianos, se referindo a elas como se não fossem importantes.

Americano decapitado

A Casa Branca negou que exista ligação entre os abusos de prisioneiros no Iraque e a decapitação do civil americano Nick Berg.

No vídeo da decapitação, um dos homens diz: "Para as mães e mulheres dos soldados americanos, dizemos que oferecemos à administração americana a troca deste refém por alguns dos presos em Abu Ghraib, e eles recusaram."

O porta-voz do governo americano, Scott McClellan, disse que "terroristas" buscam qualquer desculpa para justificar assassinatos.

McClellan negou saber de qualquer tentativa dos assassinos de tentar entrar em contato com oficiais americanos para negociar a liberação de Berg.

No momento, a coalizão liderada pelos Estados Unidos investiga a possibilidade de que Abu Musab Al-Zarqawi, um suspeito de pertencer ao alto escalão da rede Al-Qaeda, esteja envolvido na morte de Berg.

A família de Berg deu a entender que ele poderia ainda estar vivo se não tivesse sido detido por autoridades americanas. O evento teria criado, segundo os familiares, condições para a sua captura.

O correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, disse que a decapitação de Berg criou um momento raro de união política em meio às crescentes divisões sobre a maneira com que os Estados Unidos vêm tratando os prisioneiros iraquianos.

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, John Kerry, descreveu o assassinato como "irracional".

"Estou horrizado e muito triste pelo assassinato de Nicholas Berg", disse Kerry.

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