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Equipe da agência Reuters teria sofrido abusos no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A agência de notícias Reuters diz que três de seus funcionários no Iraque foram submetidos a abusos sexuais e maus tratos enquanto estavam detidos por militares americanos. O jornalista Ahmad Mohammed Hussein al-Badrani, o cinegrafista Salem Ureibi e o motorista Sattar Jaber al-Badrani foram detidos por três dias em base militar na cidade de Falluja, durante o mês de janeiro. Eles foram liberados sem que nenhuma acusação tenha sido feita. Os três denunciaram os abusos à Reuters logo depois do ocorrido, mas decidiram tornar a história pública após os EUA declararem não existirem provas de que ocorreram maus-tratos e a recente divulgação de fotografias mostrando casos ocorridos na prisão de Abu Ghraib. 'Administração de sono' Ao lado de humilhações sexuais, ameaças e privação de sono, os funcionários da Reuters disseram ter sido obrigados a colocar seus sapatos nas bocas, coisa particularmente ofensiva na cultura árabe. O Exército americano disse em um comunicado datado de 5 de março – mas recebido pela Reuters apenas nesta segunda-feira – ter confiança de que a investigação foi “exaustiva e objetiva”, e que os resultados estariam corretos. Nenhum dos três funcionários da empresa foi ouvido durante o inquérito. O editor mundial da Reuters, David Schlesinger, pediu para que o Pentágono revise o incidente. Um resumo da investigação enviada à Reuters no dia 28 de janeiro dizia que “nenhum dos soldados envolvidos admitiu ter conhecimento de abuso físico ou tortura”. “Os detidos foram colocados cuidadosamente sob estresse, o que inclui a privação de sono”, diz o relatório. Na versão apresentada pelos EUA em março, o termo foi trocado para "administração de sono”. |
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