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Atualizado às: 17 de maio, 2004 - 11h27 GMT (08h27 Brasília)
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TV do Hezbollah usa 'Paixão de Cristo' para criticar abusos no Iraque

Trailer adaptado pela Al-Manar
Sofrimento dos iraquianos foi "comparado ao de Cristo"
A emissora libanesa de televisão Al-Manar, apoiada pelo movimento militante islâmico Hezbollah, adaptou o trailer do filme A Paixão de Cristo para uma vinheta de identificação do canal que reflete uma revolta com eventos no Iraque.

A Al-Manar se define como a "estação da resistência" e tem uma audiência crescente no mundo árabe por sua posição radical. Seus críticos a acusam de incitar a violência e o antisemitismo.

Ao som de música sombria, uma mão ensangüentada se contrai em dor. A tela se escurece e surgem as palavras "Sem Misericórdia" em branco. Um prego é visto em vias de perfurar a mão. As palavras "Sem Concessão" aparecem.

As imagens serão familiares para aqueles que assistiram ao filme A Paixão de Cristo, que já criou sua própria parcela de controvérsia. A adaptação da Al-Manar provavelmente vai criar mais polêmica.

Em sua versão, na medida em que a música cresce de intensidade, as palavras A Paixão de Cristo são substituídas por "A Paixão dos Iraquianos".

Em seguida, uma das imagens de abusos de prisioneiros iraquianos por soldados americanos que chocaram o mundo surge na tela.

A foto mostra um prisioneiro iraquiano encapuçado, de braços abertos, de pé sobre uma caixa, com fios atados às mãos. Ele teria sido informado, erroneamente, que se caísse da caixa seria eletrocutado.

Comparação com Cristo

"Nós tentamos chamar atenção para o sofrimento humano muito profundo que está ocorrendo no Iraque e pode ser, parte dele, semelhante ao que aconteceu com Jesus Cristo", diz Ibrahim Moussawi, editor de programas políticos da Al-Manar.

Moussawi nega que a vinheta seja propaganda do Hezbollah e acredita que sua mensagem não será rejeitada pelo homem responsável pelo filme A Paixão de Cristo, o ator e diretor australiano Mel Gibson.

"Nós não estamos tentando usar esse material com o objetivo de propaganda. Eu acho que alguém como Mel Gibson pode talvez ficar feliz em ver que as pessoas estão utilizando seu material para chamar a atenção do mundo todo para muito sofrimento que está acontecendo em uma parte diferente do mundo", afirmou Moussawi.

Influência crescente

A Al-Manar vem atraindo uma audiência crescente no mundo árabe em parte por causa do apelo emocional de seu vídeo com palestinos e iraquianos sofrendo ao som de música sombria.

A emissora fez seu nome mostrando imagens gráficas de ataques do Hezbollah a tropas israelenses na zona ocupada por Israel no sul do Líbano.

Ela construiu a reputação de ter imagens emotivas e violentas desde ter se tornado uma emissora por satélite pan-árabe.

Seus diretores dizem que agora ela está entre as cinco emissoras com maior audiência no mundo árabe.

Mas seus programas têm críticos duros. A emissora foi acusada de incitar violência e antisemitismo.

Um dos programas mais populares que a Al-Manar tem no ar é um programa de prêmios em que os competidores tentam se aproximar de Jerusalém em um mapa virtual respondendo a questões de conhecimentos gerais.

Várias das perguntas são ligadas ao conflito árabe-isralense.

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