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Novo ataque de Israel em Rafah deixa 4 mortos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos dois palestinos e dois soldados israelenses foram mortos nesta sexta-feira em novos ataques de helicópteros militares israelenses no campo de refugiados de Rafah, na Faixa de Gaza. Os ataques ocorreram logo após o Exército de Israel começar a demolir casas em Rafah. Relatos indicam que pelo menos dez casas foram destruídas. O grupo islâmico Brigada dos Mártires de Al-Aqsa afirma ter matado os soldados em um ataque a um carro blindado. Autoridades palestinas e a ONU criticaram as demolições e descreveram a medida como uma catástrofe. Os palestinos pediram ajuda à comunidade internacional para evitar as demolições. "É muito sério", disse o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat. "Isso mostra que Israel pretende permanecer na Faixa de Gaza, e não se retirar de lá", afirmou. Túnel Paul McCann, porta-voz da agência da ONU a cargo dos refugiados, condenou a medida e alertou para um agravamento da crise. "É impossível acreditar que cada uma dessas casas abrigue um militante ou a entrada de um túnel", disse. Agências de notícias afirmam que, durante a operação, moradores em pânico se agarraram a seus pertences e acenaram com bandeiras brancas para as forças israelenses. O governo da Israel planeja ampliar a zona de isolamento entre a Faixa de Gaza e o Egito. Na quarta-feira, grupos militantes palestinos afirmaram ter explodido um tanque israelense na região, deixando vários feridos. Um membro do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, classificou as demolições de "medida de defesa legítima". "Ela tem como objetivo garantir melhor proteção para nossos soldados e evitar o contrabando de armas, morteiros e foguetes, e a escavação de túneis entre o Egito e a Faixa de Gaza", disse ele à agência de notícias France Presse. Atualmente, Israel controla nove quilômetros de uma faixa de terra entre os campos de refugiados do sul de Gaza e a fronteira com o Egito. A área é freqüentemente uma região de confrontos entre atiradores palestinos e o exército de Israel. |
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