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Atualizado às: 15 de maio, 2004 - 06h43 GMT (03h43 Brasília)
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EUA mudam métodos de interrogatório no Iraque
Prisioneiro encapuzado na prisão de Abu Ghraib
O escândalo prejudicou a defesa americana da guerra (cortesia AP/The New Yorker)
O comando militar americano está proibindo vários métodos de interrogatório no Iraque, segundo funcionários do departamento de Defesa nos Estados Unidos.

Os métodos que teriam sido banidos incluem, entre outros, privar os prisioneiros de sono por mais de 72 horas, colocar capuzes nas cabeças deles e fazer com que eles se ajoelhem ou permaneçam em posições desconfortáveis.

Tais métodos haviam sido aprovados pelo Pentágono em setembro - ainda que o uso deles só fosse permitido com a autorização de um comandante americano no Iraque. Um militar americano diz que tal permissão nunca foi dada.

A iniciativa de suspender tais métodos tem o objetivo de aliviar o choque sofrido com as alegações de maus-tratos na prisão de Abu Ghraib.

Na sexta-feira, um relatório do Exército indicou que um quarto soldado americano iria ser levado à corte marcial por supostos abusos.

Regras

As regras relacionados aos métodos de interrogatório acabaram sendo reveladas pelo inquérito do Congresso americano que investiga o escândalo.

Vários senadores democratas, assim como ativistas de direitos humanos, disseram que os métodos violam a Convenção de Genebra, que proíbe a coerção moral ou física de prisioneiros.

Funcionários da Defesa sempre afirmaram, no entanto, que todas as técnicas usadas são legais.

"Há uma grande parcela de subjetividade na interpretação das Convenções de Genebra", disse o porta-voz do Pentágono, Lawrence Di Rita.

Tribunal

A mudança nas táticas usadas pelos militares americanos nas prisões iraquianas acontece ao mesmo tempo em que o Exército informou que o policial militar Charles A. Graner irá comparecer no tribunal na quinta-feira.

Lynndie England e Charles Graner
Sete soldados, incluindo England e Graner, foram acusados de abusos

Ele deverá fazer a sua declaração sobre acusações que incluem crueldade e maus-tratos de prisioneiros.

Um outro suspeito de abusos, Jeremy Sivits, fez acusações detalhadas contra os seus colegas, incluindo Graner.

Os sargentos Ivan Frederick e Javal Davis também deverão comparecer diante dos tribunais na quinta-feira.

Jeremy Sivits será o primeiro a ser levado a julgamento, na quarta-feira.

Até agora, sete soldados foram acusados pelos abusos na prisão iraquiana - três ainda esperam a decisão sobre se serão ou não levados a julgamento.

Entre eles está a soldado Lynndie England, que está grávida de Charles A. Graner.

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