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Tropas iraquianas começam a patrulhar Falluja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os soldados de uma nova força iraquiana começaram a patrulhar a cidade de Falluja, no centro do Iraque, enquanto fuzileiros navais americanos passam o controle da cidade aos iraquianos. A Brigada de Falluja, liderada por um dos generais do antigo exército de Saddam Hussein e formada por ex-soldados, deverá contar com mais de mil homens. As forças americanas avisaram que vão permanecer em volta da cidade até que a nova força iraquiana mostre ser capaz de controlar as barreiras e outras áreas. Apesar da relativa calma, mais cinco pessoas foram mortas em ataques contra as forças de ocupação no Iraque. Violência Segundo oficiais militares americanos, dois marinheiros americanos foram mortos na província de Ambar, que inclui a cidade de Falluja. Mais ao norte, um soldado americano e dois guardas de segurança estrangeiros foram mortos em dois ataques separados dentro e nos arredores da cidade de Mosul. As mortes ocorreram exatamente um ano depois de o presidente americano, George W. Bush, ter declarado que os piores combates já haviam acabado no Iraque. Desde então, cerca de 540 soldados americanos foram mortos, mais do que durante a invasão inicial. Mas em sua mensagem semanal transmitida pelo rádio, Bush afirmou que os Estados Unidos vão terminar seu trabalho no Iraque. "Apesar dos muitos desafios, a vida dos iraquianos mudou e está longe dos tempos da crueldade e corrupção do regime de Saddam Hussein", disse o presidente. Ele acrescentou: "O fracasso da democracia no Iraque fortaleceria terroristas em todo o mundo, aumentaria os perigos para os americanos e acabaria com a esperança de milhões no Oriente Médio." Comemoração Em Falluja, muitos iraquianos foram às ruas neste sábado comemorar a retirada dos fuzileiros navais, gritando: "Vitória sobre os americanos". Famílias iraquianas também começaram a voltar à cidade. O comando americano, no entanto, afirma que não se trata de uma retirada. "Nós certamente não estamos nos retirando de Falluja. Nada podia estar mais distante da verdade", disse o general Mark Kimmit, porta-voz do Exército americano em Bagdá. Ele disse ainda que os Estados Unidos continua exigindo que os moradores da cidade entreguem os assassinos de quatro americanos. Falluja, uma cidade de população de 300 mil pessoas, predominantemente sunita, fica 50 km a oeste de Bagdá e tem sido o centro da resistência contra a ocupação americana no Iraque. Segundo médicos em Falluja, cerca de 600 pessoas morreram e milhares fugiram da cidade desde que o cerco das forças americanas começou, no último dia 5. |
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