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Mais soldados iraquianos chegam à Falluja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais soldados iraquianos devem assumir postos que eram ocupados por soldados americanos na cidade de falluja. Os primeiros 200 soldados da Brigada de Falluja, liderada por um general da antiga Guarda Republicana, a tropa de elite de Saddam Hussein, chegaram à cidade na noite de sexta-feira. A coalizão espera que a brigada, composta por mil homens, conquiste a confiança dos residentes de Falluja, cidade que tem sido palco de violentos confrontos entre a resistência iraquiana e as forças lideradas pelos Estados Unidos. Comandantes americanos, entretanto, admitem que a Brigada de Falluja não vai acalmar a situação imediatamente. Rejeitado Os americanos dizem que vão permanecer em Falluja até a força iraquiana se mostre competente o suficiente para controlar postos de controle e outras áreas problemáticas. Multidões celebraram, na sexta-feira, a saída de militares americanos, que começaram a desmontar suas posições ao redor da cidade.
Mesmo com a retirada acontecendo, dois soldados americanos foram mortos vitimados por uma bomba próxima à uma base militar na periferia da cidade. O general Jasim Mohamed Saleh, que comandava uma brigada no antigo regime, disse estar “formando uma força militar de emergência”, que vai ajudar a estabelecer a ordem na cidade. Ele disse que seus homens vão operar “sem a necessidade do exército americano, que é rejeitado pela população de Falluja”. Reintegração A brigada no entanto, terá de responder aos americanos e será avaliada por eles em relatórios diários. O porta-voz da coalizão, Mark Kimmitt, desmentiu a idéia de que os americanos tenham sido expulsos de Falluja, dizendo que “nada poderia estar mais longe da realidade”. Ele disse que os Estados Unidos continuam exigindo que a população local entregue os assassinos de quatro americanos que foram mortos na cidade. Entretanto, tanto o general Saleh, quanto os residents de Falluja hastearam a velha bandeira iraquiana, em um ato de desafio contra o conselho escolhido pelos americanos que governa o Iraque, que tinha escolhido uma nova bandeira há cinco dias. Médicos da cidade dizem que mais de 600 pessoas foram assassinadas e milhares deixaram suas casas desde que teve início o cerco à cidade, no dia 5 de abril. A decisão de apontar um antigo homem de confiança de Saddam Hussein foi criticada pelo clérigo xiita Moqtada Al Sadr. “Eles estão tentando reintegrar um Baathista (membros do partido de Saddam). Isso prova que os americanos odeiam os iraquianos”, ele disse na sexta-feira. |
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