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EUA mandam mais blindados e tanques pesados ao Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos estão mandando mais tanques pesados e veículos blindados ao Iraque para fazer frente ao aumento no número de ataques contra suas forças no país. O correspondent da BBC no Pentágono, Nick Childs, diz que a medida marca uma acentuada mudança de estratégia, que sinaliza a crescente preocupação em Washington com a escalada da violência. Tropas americanas continuam a cercar e a bombardear alvos rebeldes em Falluja. Situada a 50 km a oeste de Bagdá, a cidade de maioria muçulmana sunita é um dos bastiões da oposição iraquiana à ocupação americana. Annan O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, declarou na quarta-feira que as ações americanas em Falluja podem fazer com que a situação piore muito no restante do Iraque. "(Uma) ação militar violenta por parte de uma força de ocupação contra os habitantes de um país ocupado apenas vai fazer as coisas piores", afirmou. "Agora é certamente o momento para aqueles que preferem (...) diálogo se fazerem ouvir." Mas o presidente americano, George W. Bush, disse que os militares americanos vão tomar quaisquer medidas que acharem necessárias para restaurar a ordem em Falluja, onde cerca de 2 mil insurgentes estão sofrendo um cerco de fuzileiros dos Estados Unidos há cerca de três semanas. Entre os reforços que estão sendo mandados ao Iraque estão 28 enormes tanques M1 Abrams. O envio de novo equipamento reflete também a insatisfação americana com o veículo usado atualmente para tranportar soldados, o Humvee, vulnerável a bombas de beira de estrada e disparos de lança-granadas. Segundo o correspondente da BBC, a maioria das unidades dos Estados Unidos no Iraque chegaram à zona de conflito há poucos meses. Essas forças foram mandadas sem o seu equipamento pesado porque acreditava-se que, com a melhora na segurança, precisariam de veículos e armamentos mais leves e de fácil locomoção. Com o recrudescimento do conflito, comandantes dos fuzileiros navais e do Exército pediram com urgência o aumento do seu poder de fogo e mais proteção aos seus soldados. |
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