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Atualizado às: 30 de abril, 2004 - 16h53 GMT (13h53 Brasília)
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Bush se diz 'enojado' com tortura no Iraque
Presidente americano, George W. Bush
Bush: 'Tratamento não reflete a natureza do povo americano'
O presidente americano, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que ele compartilha do sentimento de aversão e de “nojo” com as imagens que mostravam prisioneiros iraquianos sofrendo abusos e humilhação sexual por parte de soldados americanos.

“Eu compartilho o sentimento de profundo nojo pelo fato daqueles prisioneiros terem sido tratados da forma que eles foram trados”, afirmou. “O tratamento não reflete a natureza do povo americano.”

As declarações de Bush ocorreram em meio a uma reação global criticando a atuação dos militares americanos.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se disse "horrorizado" com fotos publicadas nos jornais e exibidas na televisão.

O porta-voz do premiê disse que tal comportamento "viola diretamente as políticas sob as quais as forças de coalizão operam no Iraque".

Ele disse ainda que os 150 mil soldados da coalizão "não deveriam ser julgados pelas ações de poucos".

Mas o parlamentar John McDonnell, do Partido Trabalhista, o mesmo de Blair, alegou que a coalizão de ocupação do Iraque "está caindo em descrédito".

As fotos mostram iraquianos nus e encapuçados, forçados a sentar-se uns sobre os outros. Em alguns casos, fios elétricos foram atados a seus corpos por sorridentes soldados americanos.

O Ministério da Defesa da Grã-Bretanha disse, no entanto, que as acusações de abuso e tortura são "um assunto puramente americano".

A reação no Iraque também foi bastante negativa. Para o membro do Conselho de Governo no país, Adnan Al-Pachani, as imagens vão provocar ódio e irritação entre a população, que já está muito preocupada com a segurança.

General

Oficiais militares confirmaram que a general encarregada da prisão de Abu Gharib, no subúrbio de Bagdá, e vários outros oficiais foram repreendidos.

Janis Karpinski, general de brigada, está entre sete oficiais sob investigação.

O Exército confirmou a suspensão depois que a emissora de televisão americana CBS exibiu fotos dos supostos atos de violência dos soldados dos Estados Unidos contra os prisioneiros.

Segundo a CBS, "dezenas" de fotos, tiradas por militares americanos, mostram prisioneiros com fios elétricos ligados a seus genitais, forçados a simular sexo oral, um detento sendo atacado por um cão e, em outra foto, um prisioneiro com um xingamento escrito sobre o corpo.

Várias fotos mostram soldados americanos observando e, aparentemente, aprovando a ação.

O Exército americano anunciou no mês passado que 17 soldados foram suspensos por causa das acusações.

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