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Mídia americana ajuda a Al-Qaeda, diz ministro saudita | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita afirmou que as críticas ao país, feitas na imprensa dos Estados Unidos, estão prejudicando sua luta contra o terrorismo. O príncipe Saud Al-Faisal culpou parte da mídia americana por “demonizar” a Arábia Saudita, citando livros lançados recentemente que diziam que o país estaria alimentando o extremismo. “É irônico que aqueles que atacam ferozmente a Arábia Saudita estão servindo, inconscientemente, os objetivos da Al-Qaeda”, comentou. Em um discurso na Associação de Políticas Internacionais, em Nova York, Al-Faisal disse que “a alienação e as suspeitas” deveriam ser revertidas. Bin Laden “Os ataques subestimam um país que é, provavelmente, o mais capaz de não apenas travar uma guerra contra a Al-Qaeda, mas, também, prevenir que eles espalhem sua ideologia no mundo islâmico”, ressaltou o ministro. Ele ainda afirmou que os Estados Unidos apoiaram militantes islâmicos estrangeiros durante a guerra do Afeganistão contra a União Soviética nos anos 80, o que fez de Washington tão culpada quanto Riyadh pela a ascensão de Osama Bin Laden. Alguns parlamentares americanos também criticaram o governo saudita por não terem feito o suficiente para combater o terrorismo e eliminar suas linhas de financiamento. “Nada poderia ser mais distante da verdade”, afirmou Al-Faisal. “Depois dos eventos da semana passada em Riyadh, não acho que nenhuma pessoa racional possa duvidar de nosso comprometimento com a guerra contra o terrorismo.” O ministro se referia à explosão de uma carro-bomba na sede da polícia na capital saudita que matou cinco pessoas e feriu outras 145. Na segunda-feira, o rei Fahd ordenou um aumento de 25% no salário dos policiais envolvidos no combate ao terrorismo. |
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