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Iraque e vizinhos pedem retirada rápida dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A reunião entre o Iraque e os seus vizinhos terminou neste domingo no Kuwait com uma declaração condenando os "atentados terroristas" no país e pedindo uma retirada rápida das forças de ocupação lideradas pelos Estados Unidos. Representando Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, Kuwait, Síria, Irã e Turquia, os ministros de Relações Exteriores também defenderam um papel central para a ONU no futuro do Iraque e a transferência de poder para os próprios iraquianos. A discussão sobre a segurança no país já estava na pauta da reunião deste fim de semana, mas adquiriu importância ainda maior por causa dos ataques dos últimos dias. O mais recente deles aconteceu em Falluja, no oeste do país. Um ataque coordenado à delegacia, a um centro de segurança e à prefeitura deixou 27 mortos – e não 22, como havia sido divulgado no sábado. Cooperação nas fronteiras Outro resultado da reunião foi, segundo a agência de notícias France Presse, o acordo sobre a formação de comitês bilaterais de segurança para monitorar o fluxo de millitantes entre o Iraque e os vizinhos. "O dever desses comitês é trocar informações e controlar o movimento desses terroristas e grupos criminosos que cruzam a fronteira para praticar ataques", afirmou o ministro de Relações Exteriores interino do Iraque, Hoshyar Zebari, à agência. Zebari havia pedido ainda neste domingo uma maior cooperação dos vizinhos nesse sentido. Autoridades iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos suspeitam do envolvimento de militantes estrangeiros nos atentados como o de Falluja. |
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