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Grupo ligado à Al-Qaeda assume atentado na Arábia Saudita | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo islâmico radical assumiu a responsabilidade pelo ataque suicida que matou quatro pessoas na capital da Arábia Saudita, Riad, na quarta-feira. A alegação do grupo Brigadas de Al-Haramain, ligado à rede Al-Qaeda, não foi verificada independentemente, mas o governo saudita já havia responsabilizado a organização liderada por Osama Bin Laden pelo atentado. O Al-Haramain assumiu a autoria do atentado em pelo menos dois websites islâmicos. O grupo diz seguir o exemplo de Bin Laden e lutar contra as autoridades da Arábia Saudita. O ataque com carros-bomba atingiu um prédio da polícia no centro de Riad. Entre os mortos, estavam dois oficiais de segurança. Cerca de 150 pessoas ficaram feridas na explosão. Al-Qaeda O Al-Haramain também disse ser responsável pelo atentado em Riad em dezembro de 2003, quando o carro de uma autoridade policial saudita explodiu, sem deixar mortos. Na Arábia Saudita, o nome do grupo é bastante provocativo. A palavra Haramain se refere às mesquistas mais sagradas nas cidades de Mecca e Medina. O rei saudita Fahd consolidou sua legitimidade política e religiosa ao assumir o título de Guardião das Duas Mesquistas Sagradas, em 1986. Simpatizantes da Al-Qaeda vêm sendo responsabilizados por ataques em Riad no ano passado, pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, os de Bali e de Madri. O presidente americano, George W. Bush, disse que os responsáveis querem desestabilizar a Arábia Saudita. "O ataque em Riad foi um exemplo de que existem pessoas que gostariam de derrubar o governo atual", disse Bush. Na semana passada, os Estados Unidos ordenaram que todo o seu pessoal diplomático não-essencial deixasse Riad. |
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