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Chipre vota contra a reunificação da ilha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A população grego-cipriota do sul de Chipre votou neste sábado contra a reunificação com a parte norte da ilha, onde vivem os turco-cipriotas. As duas comunidades foram às urnas em referendos simultâneos. Do lado grego-cipriota, 75,8% votaram contra o plano escrito pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, após meses de negociações com as lideranças dos dois lados da ilha. Já do lado turco-cipriota, o plano foi aprovado com 64,9% dos votos. Mas, para que a reunificação acontecesse, as duas comunidades precisariam ter votado a favor. O presidente grego-cipriota, Tassos Papadopoulos, que defendeu o “não” no referendo, disse que este é um dia histórico, após votar em uma escola da capital, Nicósia. 'Dias melhores' “A votação de hoje vai determinar o futuro da nossa terra. Tenho certeza de que a decisão da população de Chipre será totalmente respeitada por todos”, afirmou Papadopoulos. “A população de Chipre, grego e turco-cipriota, merece dias melhores e eu tenho certeza de que eles virão”, afirmou. Do outro lado da linha verde, a “fronteira” que divide o país de leste a oeste, o líder turco-cipriota, Rauf Denktash, também rejeitou o plano de Annan. Ele criticou a forma como o plano foi “imposto” sobre a população.
“Nós não somos vistos da mesma forma (que o resto da Europa). Nós somos cipriotas, nós podemos ser empurrados de um lado para o outro, chutados e eles podem nos dizer o que fazer. Nós não sabemos o que é melhor para nós. Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, os membros da União Européia é que sabem melhor”, afirmou, após votar pela manhã. Com a rejeição do plano, a ilha entrará dividida na União Européia, no dia 1º de maio, e as leis e benefícios do bloco só serão aplicados ao sul do país, onde vivem os grego-cipriotas. A parte norte, chamada de “República Turca do Norte de Chipre”, só é reconhecida como um país pela Turquia. Muitos analistas políticos viam esse momento como a maior chance de reunificação até hoje e temem que a comunidade internacional possa perder o interesse em ajudar na solução do problema. |
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