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Rússia rejeita resolução sobre Chipre na ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Federação Russa decidiu usar seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira, rejeitando uma resolução sobre medidas de segurança a serem adotadas em Chipre, caso o país opte pela reunificação. O veto russo ocorre poucos dias antes dos cipriotas dos lados grego e turco da ilha votarem em referendos sobre a proposta de união do país. O embaixador da Rússia na ONU, Gennady Gatilov, disse que seu país entendeu a resolução como uma tentativa de influenciar o resultado dos referendos. A proposta, que contou com o apoio do Brasil, só foi rejeitada pelos russos. Pesquisas "(Os referendos) precisam ocorrer livremente, sem nenhuma interferência ou pressão externa", disse Gatilov. O documento vetado delineava planos para uma nova operação de paz em Chipre, e também sugeria a adoção de um embargo à venda de armas ao país. A Rússia, junto com Estados Unidos, China, Grã-Bretanha e França, pode forçar a rejeição de propostas de resolução no Conselho apenas com seu voto. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia pedido ao conselho que aprovasse o documento para, com isso, mandar uma mensagem aos cipriotas de que a ONU está comprometida com a segurança deles. Pesquisas de opinião indicam que os cipriotas do lado grego da ilha, ao sul, devem acabar rejeitando a proposta de resolução, enquanto os turcos, devem aprová-la. Caso os habitantes da ilha não aprovem a reunificação, apenas o lado grego vai passar a integrar a União Européia na expansão do bloco, prevista para este mês de maio. |
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