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Líderes do Chipre retomam negociações de paz | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes cipriotas de origem turca e grega anunciaram nesta sexta que vão reiniciar conversações de paz formais na semana que vem. O processo de negociações deve terminar com um texto a ser referendado no máximo até o dia 21 de abril – caso um acordo completo não seja atingido antes. O acordo para o reinício das negociações ocorreu depois de três dias de conversações organizadas pela ONU em Nova Iorque. Essa foi a tentativa final do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para obter um plano de paz com o objetivo de unir o Chipre antes que a parte grega da ilha se junte à União Europeia no dia 1 de maio. Se as conversações falharem, a adesão será aplicada apenas ao sul cipriota grego. Annan, numa breve declaração na sexta-feira, louvou a “coragem política” que os líderes cipriotas grego e turco mostraram em Nova Iorque. Fases O plano de Annan estabelece um processo em três fases para ultrapassar qualquer possível bloqueio. Primeiro, as negociações entre os dois líderes cipriotas serão retomadas na próxima quinta-feira, em Nicôsia, a capital dividida da ilha. Se eles não conseguirem obter um acordo até 22 de março, entrarão em campo negociadores da Grécia e da Turquia. Se ainda houver questões por resolver até 29 de março, Annan finalizará o texto a ser referendado por ambos os lados em 21 de abril. Conversações anteriores apoiadas pela ONU fracassaram repetidamente desde 1970. A última rodada fracassou há cerca de um ano, quando Rauf Denktash, que lidera o norte separatista, se retirou das negociações. O plano de Annan prevê um único estado com as duas regiões de língua grega e cipriota ligadas por um governo central. |
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