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Atualizado às: 31 de março, 2004 - 12h11 GMT (08h11 Brasília)
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Prazo para acordo em Chipre acaba nesta quarta-feira
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan (à esq), com o seu enviado especial para o Chipre, Alvaro de Soto
Gregos e turcos negociam plano traçado por Kofi Annan (à esq.)
Os líderes das comunidades grega e turca de Chipre têm até o final desta quarta-feira para decidir se aceitam ou não um plano da ONU para reunificar a ilha dividida.

Caso não obtenham um acordo, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, está autorizado a finalizar a proposta de reunificação e submetê-la à aprovação da população cipriota num referendo programado para 20 de abril.

O país do Mediterrâneo vai entrar na União Européia em 1º de maio – mas o norte turco da ilha ficará de fora do bloco se qualquer uma das comunidades rejeitar o plano de reunificação no referendo.

Autoridades das duas partes da ilha, assim como líderes de Grécia, Turquia, ONU e União Européia estão reunidos na Suíça para tentar finalizar o acordo dentro do prazo estipulado.

Obstáculos

Os principais obstáculos a serem contornados são disputas sobre propriedades, liberdade de movimento e sobre a presença de tropas no país.

O ex-presidente cipriota George Vassiliou disse durante as negociações que este pode ser um dos dias mais importantes da história de Chipre.

Kofi Annan admitiu que a paz só será possível se os turcos cipriotas obtiverem garantias de que a maioria grega – que também é mais rica – não vai dominar o seu encrave no norte da ilha.

As autoridades da parte grega mostraram insatisfação com os detalhes do plano de Annan, apresentado à imprensa na terça-feira.

A iniciativa autoriza o retorno ao norte turco de um número menor de refugiados gregos que aquele que desejavam.

O plano também autoriza a Turquia a manter indefinidamente uma presença militar na ilha.

Algumas regulamentações restringindo o número de gregos cipriotas na parte turca são motivos de preocupação, pois poderiam estar em desacordo com leis da União Européia (UE), que preveêm a liberdade de movimento dos cidadãos.

A legislação européia costuma permitir que qualquer cidadão de países do bloco viva e trabalhe em qualquer outra localidade da UE.

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