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Atualizado às: 21 de abril, 2004 - 18h10 GMT (15h10 Brasília)
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Britânicos culpam Al-Qaeda por atentados em Basra
Mulher na cidade de Basra
Iraquiana perde parentes na cidade de Basra
O governo britânico culpou a rede Al-Qaeda pelos atentados desta quarta-feira na cidade iraquiana de Basra, que matou pelo menos 68 pessoas, entre eles 16 crianças.

A série de explosões em quatro instalações policiais na região da de Basra, no sul do Iraque, também deixou dezenas de feridos.

Um porta-voz do governo britânico disse acreditar que a comunidade xiita não foi responsável pelas explosões, mas atribuiu a autoria à “elementos da Al-Qaeda e membros leais ao antigo regime”.

“Parece que o atentado foi obra de elementos do antigo regime ou terroristas vindos de fora do Iraque”, disse David Richmond, o novo embaixador britânico no Iraque

Carros-bomba

As três primeiras explosões ocorreram quase simultaneamente, durante o horário de rush da manhã, em delegacias de polícia no centro de Basra.

Muitas das crianças atingidas se dirigiam para a escola em dois ônibus destruídos por uma das explosões.

Uma quarta explosão deixou pelo menos três mortos em Zubair, cerca de 25 km ao sul de Basra. O alvo do ataque foi uma academia policial na cidade.

A polícia conseguiu evitar mais explosões capturando outros dois homens dirigindo carros com explosivos.

John Arnold, porta-voz das forças militares britânicas em Basra, afirmou que as explosões nas delegacias de polícia da cidade foram causadas por carros-bomba. "Eram artefatos explosivos improvisados em veículos", disse.

De acordo com o porta-voz, médicos da coalizão tentaram auxiliar as equipes locais no resgate das vítimas, mas não conseguiram chegar ao local de duas das explosões porque foram "apedrejadas por uma multidão", que culpou os britânicos de terem falhado ao fornecer a segurança da cidade.

No distrito de Saudia, em Basra, os destroços de quatro veículos podiam ser observados, incluindo os dois ônibus escolares.

Um coronel da polícia local disse que cerca de dez estudantes de escolas de ensino fundamental estavam entre os mortos pelas explosões.

Falluja

Militares americanos disseram que o frágil cessar-fogo em Falluja, cidade de maioria sunita que vem sendo um dos centros da resistência a ocupação, está em risco por causa da recusa dos militantes em entregarem suas armas.

O cessar-fogo foi posto em risco na manhã de quarta-feira quando cerca de 40 guerrilheiros atacaram soldados americanos.

Eles montaram um bloqueio no norte da cidade com lançadores de granada e armas de pequeno porte.

Pelo menos nove guerrilheiros foram mortos quando os soldados americanos pediram reforços de helicópteros e tanques.

O secretário de Estado americano, Donald Rumsfeld, disse, na terça-feira, que as tropas da coalizão não iriam esperar indefinidamente pela rendição das milícias em Falluja.

Ele sugeriu que a chance de um acordo pacífico seria remota, porque os militantes não estariam envolvidos nas negociações.

Seqüestrado

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca disse que um civil dinamarquês, sequestrado há dez dias, foi encontrado morto.

Ele tinha chegado ao Iraque há um mês para tentar abrir uma empresa de saneamento. O corpo do dinamarquês foi descoberto um dia após ser seqüestrado, mas problemas de comunicação no país atrasaram a sua identificação.

Na Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi disse que as tropas itralianas vão permanecer no Iraque após a transferência de poder aos iraquianos no final de junho, para colaborar com a segurança do país.

Espanha, Honduras e República Dominicanba disseram que vão retirar suas tropas do país.

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