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Brasil pode suspender reabertura de embaixada em Bagdá | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A violência no Iraque pode obrigar o Brasil a abandonar os planos de reativar a sua embaixada em Bagdá. A notícia foi dada por Paulo Joppert, enviado do Ministério das Relações Exteriores a Amã, na Jordânia, especialmente para cuidar do assunto. "A reativação da embaixada brasileira no Iraque teria um grau de simbolismo grande. Mas é preciso se pesar uma série de considerações, entre as quais o elemento de segurança é prioritário", disse Joppert à BBC Brasil. Atualmente, segundo o diplomata, o Ministério das Relações Exteriores mantém apenas a segurança do prédio da embaixada na capital iraquiana, Bagdá. "Com a volta dos funcionários, o nível de proteção teria de ser maior. Neste momento, estou fazendo um levantamento de custos de segurança para saber se nós poderemos arcar com esse valor", afirmou Joppert. Objetivos comerciais Ainda nesta terça-feira, o ministro se encontra com representantes da Janusian, empresa britânica reponsável pela segurança das instalações da Odebrecht no Iraque, para falar sobre orçamentos. Outros acordos comerciais também estão na pauta da missão de Joppert na Jordânia. "Elas poderão surgir não necessariamente com a nossa presença no Iraque porque em Amã temos uma situação privilegiada de poder avaliar o mercado sem os riscos de segurança", disse. Ele admite que há a possibilidade de o Ministério manter uma equipe na capital da Jordânia em um primeiro momento. A missão de Joppert na Jordânia está prevista para terminar no início de maio. "Nos próximos dias, devo apresentar um relatório preliminar ao Ministério", disse ele. "A partir daí, será decidido se eu posso regressar ao Brasil, se fico em Amã ou até mesmo se vou a Bagdá." |
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