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Ataque com morteiros em prisão no Iraque mata 22 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um ataque de morteiros em um centro de detenção na capital do Iraque, Bagdá, deixou 22 prisioneiros mortos, segundo militares americanos. Todos os mortos eram pessoas detidas na prisão de Abu Ghraib pela coalizão liderada pelos Estados Unidos. Outros 92 prisioneiros ficaram feridos no ataque. Os presos foram descritos como "detentos de segurança" - pessoas suspeitas de ataques a forças de coalizão. Temor Mais de 4,4 mil pessoas nessas condições estão sendo mantidas na prisão. O complexo penitenciário de Abu Ghraib era uma das maiores prisões sob o regime de Saddam Hussein e tinha uma reputação temida. Ele fica à beira de uma estrada para Falluja, na fronteira de uma área conhecida como Triângulo Sunita, que tem apresentado uma das mais duras resistências à ocupação liderada pelos Estados Unidos. A nova onda de violência perto da capital acontece no momento em que os Estados Unidos redobraram seus esforços para manter reunida a coalizão de forças, depois que Espanha e Honduras decidiram retirar suas tropas do Iraque. Honduras Na segunda-feira, o presidente de Honduras, Ricardo Maduro, anunciou que está retirando as tropas do país no Iraque. Em um discurso em rede nacional de rádio e TV, Maduro disse que a decisão foi tomada após consultas com os demais países que mantém tropas em território iraquiano. "Comuniquei aos países da coalizão o regresso das tropas hondurenhas no Iraque. Ordenei ao secretário de Estado em controle da Defesa nacional a execução da decisão no menor prazo possível", disse o presidente, segundo a agência de notícias Reuters. A previsão é que os cerca de 370 soldados hondurenhos no Iraque saiam do país apenas em julho. De acordo com a Reuters, a retirada se deve ao aumento da violência no país. Comando espanhol As tropas hondurenhas do país vinham atuando no Iraque sob o comando das forças da Espanha, cuja retirada do Iraque foi anunciada no domingo pelo novo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, lamentou nesta segunda-feira a decisão de Zapatero, advertindo o governo espanhol contra ações que poderiam dar "falso conforto a terroristas". Além de Honduras, outros países latino-americanos com tropas no Iraque estariam, no momento, reavaliando sua participação na coalizão militar que ocupa o país. Acredita-se que El Salvador deva anunciar nesta semana se mantém ou não seus soldados no Iraque. Por outro lado, a República Dominicana anunciou que vai manter suas forças em território iraquiano até julho, como havia comunicado anteriormente aos Estados Unidos. |
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