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Blair: 'Não vamos deixar os fanáticos vencerem' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em entrevista à BBC em Washington, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que "terroristas, extremistas e fanáticos" querem interromper o progresso no Iraque. "Temos que garantir que eles não vão vencer", disse o premiê, antes de embarcar de volta para a Grã-Bretanha, após um encontro com o presidente americano George W. Bush. Segundo o correspondente da BBC em Washington, se havia diferenças entre a posição dos dois aliados em relação a temas como a forma de controlar os insurgentes no Iraque ou o novo plano de Ariel Sharon para os territórios palestinos, essas diferenças foram seladas no Salão Oval da Casa Branca. Blair fez questão de deixar claro que os dois líderes estão unidos em suas posições. Na entrevista à BBC, Blair – que se disse "realista" em relação ao Oriente Médio – insistiu que o plano unilateral do premiê israelense, Ariel Sharon, duramente criticado em várias partes do mundo, não "aniquila" o último plano de paz para a região, também conhecido como "mapa da paz". Ele disse que a retirada unilateral de tropas isralenses da Faiza de Gaza e a manutenção de assentamentos na Cisjordânia – que significaria a anexação de parte do território palestino– representam uma oportunidade de retomar as negociações em torno do plano de paz entre israelenses e palestinos. Blair voltou a falar também da importância da ONU no Iraque. "Nós sempre quisemos que a ONU tivesse um papel central no Iraque, é importante que façamos isso por que isso estabelece a legitimidade do processo político", disse Blair, referindo-se à nova resolução da ONU para o país, que está sendo discutida no momento. União Européia Ministros do Exterior da União Européia convocaram um encontro com os outros patrocinadores do plano de paz para o Oriente Médio, em uma tentativa de resgatar a proposta. O comissário para Relações Exteriores do bloco, Chris Patten, disse que nenhum outro plano é tão bom quanto o chamado "road map", proposto pela própria União Européia, Estados Unidos, Rússia e Nações Unidas, no ano passado. A reunião do quarteto que inicialmente apoiou o plano poderia acontecer em Berlim, no próximo dia 28, segundo o responsável pela política externa da UE, Javier Solana. A iniciativa européia ocorre numa semana em que o presidente americano, George W. Bush, declarou seu apoio a controversas propostas do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que na prática ignora o princípio de cooperação entre israelenses e palestinos previsto no "road map". A proposta foi apresentada durante o encontro dos ministros de Relações Exteriores da UE na cidade de Tullamore, na Irlanda. "O fato é que, a fim de alcançar paz e segurança duradouras, Israel ainda precisa obter um acordo com o povo palestino e com os seus vizinhos árabes. O caso ainda é que Israel precisa fazer paz com os seus inimigos, não com os seus amigos", afirmou o ministro de Relações Exteriores da Irlanda e anfitrião do encontro, Brian Cowan. |
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